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Basquete

15/09 - 18:51

Em ritmo de reestruturação, basquete terá uma nova Liga
Em 2005, iniciativa acabou esvaziada pela debandada de vários clubes. Há quem tema que a situação se repita

Léo Morelli, repórter iG Esporte

SÃO PAULO - Em meio a mais uma tentativa de resgate do basquete nacional, com a recente criação da Liga Nacional de Basquete, o temor de uma recaída ainda não é totalmente descartado nos bastidores da modalidade. Mas o otimismo é geral. Após três anos de impasses entre clubes e Confederação Brasileira de Basquete (CBB), as agremiações formalizaram a Liga em julho, reunindo 20 times na terceira tentativa de unificação. A primeira com aval da Confederação. 

Em 2005, quando nasceu a Nossa Liga de Basquete, o inicio foi igualmente empolgante, mas a iniciativa acabou esvaziada pela debandada de vários clubes. Há quem tema que a situação se repita agora, embora todos acreditem que este seja o início de uma nova e vitoriosa fase para o basquete brasileiro.

"Isto pode acontecer, mas acho muito difícil. Houve um compromisso olho no olho de todos", analisa o técnico Hélio Rubens. Para ele, o fato de a presidência da nova entidade ter ficado com o ex-dirigente mineiro Kouros Monadjemi, amigo do presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis, não preocupa. 

"Temos o compromisso expresso do presidente de que nenhuma decisão será tomada sem a consulta dos clubes", explica o treinador do Franca.

O jogador Márcio Dornelles concorda com a existência do risco, mas também prefere ser otimista. "Pode ser que aconteça, mas não vamos ficar pensando nisso. Você tem de pensar sempre positivo, não deixar cair a motivação. Você não compra um carro pensando que ele vai dar problema, não é?", analisa o jogador.

Mesmo com o histórico instável e da opinião de técnico e jogador, o presidente do Vivo/Franca, Francisco Sérgio Garcia, o Fransérgio, acha o perigo inexistente. "Não há risco de isto acontecer, esta Liga está muito bem direcionada. Os clubes viram que não adianta ficar separado", garante Fransérgio.

Apesar dos iniciais 20 clubes interessados em participar do torneio, quatro podem deixar o grupo. Mas, desta vez, não por discordância com as propostas da entidade. Trabalhando com o número ideal de 16 participantes, a Liga promete adotar critérios técnicos para confirmar os participantes de seu torneio.

Para isto, os clubes precisam atender certas exigências básicas como condições financeiras (atestada pelo pagamento de uma taxa de inscrição de R$ 40 mil) e participação nos respectivos estaduais. O Nacional da Liga está previsto para ser realizado de janeiro a junho do próximo ano e será organizado pela Liga. À CBB caberá o trabalho com as seleções nacionais.

Com mais de duas décadas dedicadas ao basquete, Hélio Rubens considera a iniciativa o início de uma retomada no esporte. "Estamos limitando o campeonato nacional em 16 equipes, pois a mais de 20 querendo participar. Estamos dando mais importância ao nível técnico. Vamos chegar ao ponto de os clubes pedirem ao patrocinador o que precisam e não o contrário", finaliza o técnico.


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