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Basquete

15/09 - 14:16

Com basquete no vermelho, Franca consegue novo patrocínio

Contrato tem duração de um ano com possibilidade de renovação; orçamento total do clube é de R$ 250 mil

Gazeta Esportiva

FRANCA - Depois de anos convivendo com altos e baixos na busca por patrocínio, o tradicional clube de Franca acertou parceria com a Vivo para esta temporada. O acordo foi anunciado nesta segunda-feira, em São Paulo, na sede da empresa de telefonia.

No momento no qual o basquete tenta sair do buraco em que despencou após três ciclos olímpicos sem classificação do masculino e sucessivas temporadas nas quais as crises administrativas chamaram mais atenção que as conquistas dentro de quadra, o novo patrocínio é visto como um alento para a modalidade e não apenas para o clube. 'Neste momento difícil para patrocínios, conseguir isto é muito importante', reconhece o presidente do clube, Francisco Sérgio Garcia, o Fransérgio, irmão do técnico Hélio Rubens.

Segundo o diretor de comunicação e relações institucionais da empresa, Marcelo Alonso, o contrato tem duração de um ano com possibilidade de renovação. 'A expectativa, em função do desempenho e da tradição, é de longo prazo. Nosso objetivo é a perpetuação'.

Alonso não quis revelar o valor do acordo por razões 'estratégicas de mercado', mas segundo o clube, o orçamento total da agremiação é de aproximadamente R$ 250 mil, incluindo o patrocinador master, a ajuda da Prefeitura Municipal, do programa sócio-torcedor e dos recursos obtidos com a comercialização das placas de propaganda no ginásio de esportes. Cerca de R$ 110 mil deste total são destinados ao time principal, mas de acordo com o patrocinador o acerto também contempla a construção de uma quadra esportiva com a Associação Francana de Cegos.

Esta é a terceira parceria esportiva da empresa, que também patrocina as seleções brasileiras de futebol desde 2005 (US$ 4 milhões/ano por dez anos) e o time masculino de vôlei de Minas e o novo patrocinador garante não se incomodar com a nuvem negra que tem pairado sobre a modalidade. 'Independente da não classificação (olímpica), o basquete ainda está presente na memória do Brasil e é um esporte identificado com o país', assegura Alonso.

Para Fransérgio, a tradição francana acabou sendo mais decisiva para o sucesso das negociações que a própria tradição da modalidade no país. Com quase 50 anos consecutivos de atividades no basquete, a cidade é uma referência no meio. 'Franca é uma ilha no basquete', destaca o dirigente. 'Em 1932 já tínhamos dois times e o basquete é uma paixão forte na cidade. Esta história e tradição facilitaram (a negociação), mas não foi sem dificuldade', completa Fransérgio, que chegou a sondar co-patrocínios no início das negociações.


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