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Basquete

20/06 - 18:23

Com aval da CBB, clubes idealizam nova associação
Pela terceira vez no espaço de três anos, os clubes brasileiros de basquete tentam combinar autonomia com a organização de um campeonato nacional oficial. Na última quinta-feira, representantes da Associação dos Clubes de Basquete do Brasil (ACB) e da comissão executiva da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) reuniram-se no Clube Pinheiros, em São Paulo, para discutir a criação de uma associação de clubes reunindo representantes de todo o país.

Gazeta Esportiva

O objetivo da nova entidade é organizar um torneio que atenda aos anseios dos clubes, mas com a chancela da CBB.

Os oito clubes da ACB tentaram fazer isto na última temporada com a Supercopa, mas o torneio, assim como a própria instituição, acabou restrito às agremiações paulistas. Em contrapartida, a CBB manteve o seu Nacional, que teve 12 participantes tendo apenas o gaúcho Ulbra atuando em parceria com o Rio Claro/Bandeirantes, como representante de São Paulo. Após dois 'nacionais' brigando pela atenção da mídia, dividividindo as atenções entre São Paulo e o restante do país, os clubes fazem mais uma tentativa de reunificação.

'Depois da experiência da ACB, os clubes perceberam que existe a necessidade de formação de uma Liga Nacional e que só com ela haverá a reunificação', argumenta Rubens Calixto, representante do conselho deliberativo do Unimed/Franca, que participou da reunião. Segundo ele, apenas o FTC EAD, de Salvador (BA), não enviou representante para o encontro, mas a tendência é que a paz seja finalmente selada no basquete.

Desde 2005, quando surgiu a Nossa Liga de Basquete (NLB), a modalidade sofreu um racha, que levou a inúmeras disputas judiciais e um Campeonato Nacional (2006) sem campeão. De lá para cá, o diálogo foi sempre complicado com desdobramentos até em torneios internacionais.

Nesta temporada, Franca entrou na Justiça contra a CBB por não indicar seu nome para representar o país no Campeonato Sul-americano e na Liga Sul-americana de Clubes Campeões. Os impasses, que já haviam arrancado críticas do secretário-geral da Federação Internacional de Basquete em 2006, deixaram em situação desagradável os organizadores dos eventos.

Mas o discurso agora é de união, garantem as partes. 'A Nossa Liga foi uma iniciativa boa, mas com postura de enfrentamento. A idéia agora é que não há exclusão, apenas separação de atribuições', destaca Calixto. 'Segundo disseram, ela (CBB) não se opõe'.

A Confederação Brasileira confirmou ter ciência do encontro na capital paulista, aprovar e apoiar a iniciativa de unificação. Contudo, só comentará o assunto quando a Associação de Clubes for juridicamente instituída e sua criação oficialmente comunicada à entidade.

A formalização deve acontecer no próximo mês. Os clubes programaram para 19 de julho, na sede do Flamengo, no Rio de Janeiro, uma segunda reunião quando serão definidos os detalhes jurídicos para constituir a Associação. 'Foi formada uma comissão que proporá um estatuto antes disso. Acreditamos que lá já faremos uma votação para aprovar este estatuto'.

O objetivo da nova Associação de Clubes é o mesmo de todas as suas predecessoras: organizar um campeonato nacional, gerenciando os contratos de marketing e patrocínio e mantendo o controle financeiro da competição. 'A Confederação cuidaria das seleções e do suporte logístico para o torneio'.

A última edição do Nacional da CBB rendeu R$ 750 mil pelo contrato de exclusividade de transmissão da Sportv, que transmitiu 18 jogos, mais R$ 80 mil da Penalty, fornecedora das bolas. Os números da Supercopa, que teve os jogos transmitidos pela ESPN Brasil e BandSports, ainda não foram divulgados. Segundo Calixto, a empresa responsável pelo marketing apresenta na próxima semana o relatório com o retorno de mídia do evento.

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