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Basquete

13/06 - 17:02

Recusa faz Iziane ser cortada da seleção brasileira
A atitude de se recusar a entrar em quadra durante a prorrogação do duelo contra a Bielorrúsia válido pelo Pré-Olímpico de basquete custou a vaga na seleção brasileira para a ala/armadora Iziane Marques.

Gazeta Esportiva

Considerada a melhor jogadora do time, ela foi cortada pelo técnico Paulo Bassul imediatamente, sob a alegação de se preservar a coletividade.

De acordo com Bassul, a decisão se estende, inclusive, se o Brasil conseguir a classificação para as Olimpíadas de Pequim - com a derrota nesta sexta, o time verde-amarelo vai disputar a última vaga na China em um mini torneio contra Cuba, Japão e Angola. A vencedora do duelo entre as duas primeiras seleções encara o melhor entre Brasil e as africanas.

“A Iziane não joga mais comigo”, declarou o técnico Paulo Bassul logo após a partida, em entrevista ao canal ESPN Brasil. “Isso não é atitude de seleção brasileira. Se ela toma um atitude como esta com a camisa do Brasil, vai ser punida. Não vou colocar a culpa da derrota só nisso, mas o que ela fez não tem volta, é inadmissível”, emendou.

Depois de fazer 11 pontos ainda no primeiro quarto, Iziane jogou muito mal na etapa seguinte e acabou substituída pelo treinador faltando 4min42s para o final do terceiro quarto. Sua substituta, Karla entrou muito bem e iniciou a reação que por pouco não garantiu a vaga olímpica ao país. Porém, com o jogo indo para a prorrogação, Bassul quis colocar a atleta do Atlanta Dream de volta para o jogo e recebeu um “não”.

“A base inteira estava mal, então as tirei de quadra e o time reagiu. Mas houve um cansaço no final e com a pressão da Bielorrúsia quis retorná-la em quadra no momento decisivo. Mas substituição para ela é como um assassinato e eu não tenho tempo para isso. Se fosse outra, também estaria fora”, afirmou.

Bassul ainda deixou claro que nunca teve nenhum tipo de problema com a ala/armadora. Pelo contrário. “Tenho sido super compreensivo com ela. Depois da derrota contra Cuba no Pré-Olímpico continental, a Iziane foi crucificada e eu a chamei para conversar e disse que acreditava nela. Faço o que eu acredito, tem gente que vai me apoiar e me criticar, mas preciso preservar a coletividade e fazer o que eu acredito”, encerrou.

Procurada pelos jornalistas, Iziane se recusou a dar entrevistas.


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