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Basquete

12/06 - 16:50

Paredão bielorrusso é último desafio para Pequim
Renovada e ainda buscando provar seu valor, a seleção brasileira feminina de basquete está a uma vitória de assegurar vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim. Nesta sexta-feira, às 14h30 com transmissão pela ESPN Brasil , a equipe comandada pelo técnico Paulo Bassul enfrenta a Bielorrússia pelas quartas-de-final do Torneio Pré-olímpico Mundial, em Madri, na Espanha.

Gazeta Esportiva

A vitória assegura uma das cinco vagas olímpicas em disputa na competição e mais uma participação nacional nas Olimpíadas. Dona de duas medalhas no torneio (prata em Atlanta-96 e bronze em Sydney-2000), o Brasil tem disputado o evento ininterruptamente desde Barcelona-92, quando terminou em sétimo. Na última edição, Atenas-2004, a seleção terminou em quarto.

O carimbo no passaporte feminino dará a certeza também da não repetição do que aconteceu nos Jogos de Montreal-76, primeiro ano de disputas no feminino, quando o Brasil não conseguiu classificar nenhuma de suas equipes para o torneio. Este ano, a seleção masculina ainda depende do resultado no Pré-olímpico Mundial, em julho, para obter a vaga.

Para confirmar seu nome entre os 12 participantes do torneio feminino, o Brasil precisará superar a ‘muralha bielorrussa’ que conta com as pivôs Marina Kress (1,92m), Yelena Leuchanka (1,96m) e Anastasiya Verameyenka (1,92m) na vigilância do garrafão. O técnico Bassul reconhece ser este um dos grandes desafios. “A equipe bielorrussa tem duas pivôs fortes, a Sujanova e a Stehlikova, e duas laterais com bom aproveitamento nos três pontos, a Uhrova e a Elhotova. Por isso, temos que ajudar as pivôs na defesa, mas sem descuidar das alas”, avalia o técnico acrescentando mais destaques no grupo. “A Kulichova também merece atenção. É uma jogadora que vem do banco para marcar muitos pontos. Essa partida vai exigir bastante da gente, principalmente na defesa”.

Caberá ao ataque brasileiro fazer frente ao paredão europeu sem desguarnecer o trabalho defensivo, grande orgulho de Bassul na preparação do time. “O Brasil está aprendendo a jogar defensivamente, o que não era o hábito antes. Está aprendendo que é preciso defender para ganhar jogos”, diz Bassul.

A tática para superar as européias está definida. “Temos que encaixar o jogo de transição. O nosso time é mais rápido, mais explosivo e vamos usar essas características para vencer. Elas sentem bastante o contato e não gostam muito de jogar em velocidade”, destaca o treinador, lembrando do duelo contra as cubanas.

Com Kelly (1,92m) e Graziane (1,91m) com a responsabilidade de brigar pelos rebotes de força no grupo brasileiro as alas Iziane, cestinha do time, e Micaela, tentarão multiplicar seus pontos para evitar um tropeço que pode complicar muito a campanha brasileira.

Uma indesejada derrota nesta sexta não encerra as chances de classificação para Pequim. Além dos quatro semifinalistas, uma quinta seleção definida entre os perdedores das quartas-de-final, também seguirá para Pequim.

Mas depender da última chance é coisa que ninguém deseja no time de Bassul. Depois de Hortência, Paula, Janeth e Cia., a nova seleção brasileira acredita que com a força do grupo ainda é possível manter a equipe entre as melhores do mundo.

A rodada dos quadrifinalistas começa às 7h45 com o duelo entre Cuba e Espanha. Em seguida, a partir das 10 horas, jogam República Tcheca e Japão. Letônia e Angola fazem o confronto das 12h15 e Brasil e Bielorrússia fecham a programação.

Já estão classificadas para Pequim a campeã mundial Austrália, o país sede China, além de Coréia do Sul (Ásia), Mali (África), Nova Zelândia (Oceania), Rússia (Europa) e Estados Unidos (Américas) por seus continentes.

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