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Filho do lendário Gilles, Jacques foi campeão na Fórmula 1 e na Indy. Relembre sua trajetória no automobilismo

Neste domingo (7), a Corrida do Milhão da Stock Car terá uma atração especial: Jacques Villeneuve, que já conquistou títulos nas principais categorias do automobilismo mundial. O canadense será um dos quatro competidores na disputa que já passaram pela Fórmula 1 : Luciano Burti, Ricardo Zonta e Antonio Pizzonia completam a lista.

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Villeneuve chega a São Paulo para a Corrida do Milhão
Duda Bairros/Divulgação
Villeneuve chega a São Paulo para a Corrida do Milhão


Villeneuve começou a ganhar maior destaque no automobilismo em 1992, quando terminou a temporada da Fórmula 3 japonesa como vice-campeão. Dois anos depois, estreou na Indy . E teve um bom início na categoria: logo no primeiro ano, venceu uma prova – em Wisconsin – e alcançou mais dois pódios, dentre eles o segundo lugar na tradicional prova das 500 milhas de Indianápolis .

Logo em seu segundo ano na Indy, Villeneuve conquistou sua primeira grande glória internacional. Vencendo cinco das 15 corridas da temporada, o canadense sagrou-se campeão. Um de seus triunfos aconteceu justamente em Indianápolis.

Tal pai, tal filho

Credenciado pela boa campanha na Indy, Villeneuve chamou atenção de equipes da Fórmula 1 e chegou à categoria em 1996, para guiar pela Williams. Sua missão, porém, não era nada fácil: honrar a tradição deixada por seu pai, Gilles . Imortalizando o número 27 – com o qual Jacques vai correr no Brasil – Gilles esteve na F1 entre 1977 e 1982, quando morreu após grave acidente no GP da Bélgica. Em 67 corridas, conseguiu seis vitórias, duas poles e 13 pódios.

Apesar da pressão, o primeiro ano de Jacques na Fórmula 1 foi muito bom, com quatro vitórias em 16 corridas. Na segunda temporada, ainda pela Williams, sete triunfos em 17 provas lhe garantiram o primeiro – e único – título mundial para um piloto canadense. Além disso, Villeneuve se tornou o terceiro piloto da história a ter títulos de F1, Indy e uma vitória nas 500 milhas – Mario Andretti e Emerson Fittipaldi foram os outros dois.

Em mais nove temporadas na Fórmula 1, Villeneuve não conseguiu mais repetir o resultado histórico. Passou por equipes como BAR, Renault e Sauber, mas em nenhuma conseguiu reeditar o sucesso que obteve na Williams. Deixou a categoria durante o mundial de 2006, quando, pela Sauber, conquistou somente sete pontos em 12 corridas.


Talentoso e polêmico

Além de talentoso, Jacques Villeneuve era sempre reconhecido por outra faceta de sua personalidade, a polêmica. Uma das várias confusões do canadense na Fórmula 1 envolveu um brasileiro, e será reeditada na corrida deste domingo.

Em 1999 e 2000, Villeneuve foi companheiro de Ricardo Zonta na BAR, e os dois nunca se deram bem. A rivalidade chegou a ser assumida publicamente pelos dois – Zonta reclamava do tratamento especial que o colega de equipe recebia.

Em 2011, mesmo fora da F1, Villeneuve continua aprontando das suas. Recentemente, envolveu-se em discussão pública com Lewis Hamilton. O canadense declarou pela imprensa que o piloto da McLaren tinha “deixado o cérebro em casa” nesta temporada , e o britânico respondeu pedindo para o ex-competidor cuidar da sua vida .

Trajetória pós-F1


Depois de deixar a Fórmula 1, Villeneuve tornou-se um nômade do automobilismo. Passou por diversas categorias – dentre elas, a Nascar e as 24 horas de Le Mans, tradicional prova em que sagrou-se vice-campeão em 2008 pela equipe Peugeot Total LMP1.

Esta será a segunda vez que Villeneuve correrá no Brasil desde que deixou a Fórmula 1. A primeira foi em 2009, também em Interlagos, quando o canadense disputou uma etapa da Top Race, categoria argentina.

O piloto volta agora ao país na tentativa de buscar um milhão de reais. Em sua chegada ao Brasil, o canadense mostrou alegria em correr mais uma vez em Interlagos e brincou com o frio de São Paulo . “Não esperava esse tempo frio em São Paulo, mas estou muito contente por correr de novo no Brasil”, afirmou. A Corrida do Milhão acontece neste domingo (7), às 11h.

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