Ao iG, canadense diz que Stock Car serve de escola para a Nascar e elogia Felipe Massa

Principal atração deste domingo (7) na Corrida do Milhão, Jacques Villeneuve concedeu entrevista exclusiva ao iG Automobilismo nesta sexta-feira (5), no intervalo do primeiro para o segundo treino livre em Interlagos. No bate-papo, o canadense afirmou que a Fórmula 1 deixou de ser um negócio tão interessante quanto era antes.

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Sobre a Stock Car , o canadense disse que é uma categoria que prepara os pilotos para competições ao estilo da Nascar, e não para a F1. Villeneuve também falou de suas expectativas para a prova do fim de semana e desmentiu problemas com Ricardo Zonta, de quem foi companheiro na equipe BAR.

A seguir, confira a entrevista completa:

iG: Pelo que viu até agora, o que achou da Stock Car?
Jacques Villeneuve:
Parece ser uma categoria muito profissional e boa. Mas não é uma boa escola para a Fórmula 1. É uma boa escola, talvez, para a Nascar.

iG: Você acha que ter uma categoria como essa, mas com carros de Fórmula, é um bom caminho?
Jacques Villeneuve:
Eu acho que o futuro está mais nesse tipo de carro do que nos carros Fórmula. Fórmula 1 ou Nascar, os dois são incríveis, então, para qualquer um desses dois que você puder ir é bom. É preciso parar de pensar apenas em Fórmula 1, Fórmula 1, Fórmula 1. Esse não é o jeito certo de pensar. A quantidade de pilotos que pode chegar lá é muito pequena, e agora todos os pilotos têm de levar dinheiro, então não é mais um bom negócio.

iG: Este é um ano de comemorações para o automobilismo brasileiro. Há 30 anos, Nelson Piquet vencia seu primeiro título mundial na Fórmula 1, e há 20 anos, Ayrton Senna vencia seu último título. Você acha que o automobilismo brasileiro é tão forte hoje quanto era nos tempos de Piquet e Senna?
Jacques Villeneuve:
É forte, sim. Felipe (Massa) é um piloto muito bom, e está na Ferrari, então existe potencial. Depois dele, a geração mais jovem eu não conheço, então é difícil dizer.

iG: Você acha que o caminho é melhorar as categorias, não os pilotos, para o Brasil evoluir no automobilismo?
Jacques Villeneuve:
Você precisa de boas categorias para ter bons pilotos. E, também, você precisa das categorias para ser profissional o suficiente para ter patrocinadores. É isso que é preciso para subir a ladeira.

iG: Como você vê suas chances para a corrida de domingo? Acha que pode chegar entre os dez, talvez um pódio?
Jacques Villeneuve:
Eu não sei. Foi tudo bem ontem, mas hoje tivemos problemas com o carro, então perdemos toda a manhã. Espero que possamos nos recuperar agora.

iG: O que você achou da nova chicane?
Jacques Villeneuve:
É divertida de dirigir, mas não é bom ter uma chicane em um autódromo.

iG: Você acha que atrapalha o espetáculo para os torcedores?
Jacques Villeneuve:
Não vai afetar o espetáculo, realmente. Não faz tanta diferença.

iG: Seria mentira dizer que você não tem boas lembranças do Zonta?
Jacques Villeneuve:
Não, não é verdade. Não são lembranças ruins. Foram problemas políticos dentro da equipe, não teve nada a ver com os pilotos. A partir daí, as pessoas tentaram fazer parecer que existiam problemas, talvez Ricardo tenha sentido alguma coisa, mas eu não sei, só estava cuidando dos meus negócios. Quando você está lá dentro, precisa se proteger, e isso é tudo. Não existiram problemas de fato.

iG: Se acontecer uma briga na pista entre vocês dois no domingo, será especial de alguma forma?
Jacques Villeneuve:
Estamos correndo, então não há problema. Se estivermos na pista, e um tocar o outro, claro que vou ficar chateado, mas isso acontece, é normal. Não significa que seja um problema. Vocês se tocam, você fica chateado, mas na próxima corrida você segue em frente. Assim é a vida de um piloto.

iG: Além do Zonta, quais outros pilotos do grid você já conhecia?
Jacques Villeneuve:
Burti, Pizzonia e Ricardo Maurício. Conhecia alguns. Tem alguns que eu não corri junto, mas conhecia de outras categorias também.

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