Roberto Stefanelli, que participou do atendimento a Gustavo Sondermann, achava a Curva do Café perigosa

Poucas equipes da Stock Car estarão tão sob pressão quanto a médica neste domingo (7), dia da Corrida do Milhão, sétima etapa da categoria, disputada em Interlagos (SP). Na última corrida, Tuka Rocha teve de ser atendido após seu carro pegar fogo . Além disso, na última vez que a Stock esteve em São Paulo, Gustavo Sondermann, da Montana, morreu após acidente na Curva do Café. Por isso, a chicane construída no trecho é vista com bons olhos pelos profissionais de saúde presentes na pista.

Siga o iG Automobilismo no Twitter

“Acho que é bom sim ( a construção da chicane ). Participei do atendimento do piloto da outra vez e realmente aquela entrada ficou meio complicada”, disse, ao iG , Roberto Stefanelli, médico da intervenção e funcionário do Hospital São Luiz, que presta serviço para a Stock Car nas etapas de São Paulo.

De acordo com o médico, a mudança na pista fez com que a equipe médica não precisasse passar por um tratamento diferente antes da prova deste domingo. Além disso, Stefanelli conta com a estrutura montada em Interlagos para que os profissionais possam fazer um bom trabalho caso seja necessário.

“A estrutura está fantástica, a gente tem vários médicos tanto na pista quanto nas ambulâncias, então se acontecer – e a gente espera que não aconteça nenhum acidente – a estrutura está montada”, disse Stefanelli.

Safety Car também se adapta à nova chicane

Aluizio Coelho, piloto do Safety Car, é um dos muitos que teve de se adaptar à nova chicane, construída na Curva do Café, durante o fim de semana. Em entrevista ao iG , ele afirmou que, se necessário, pode recorrer ao trecho antigo durante a corrida.

“Se eu precisar usar um atalho eu posso, mas normalmente a gente faz isso em comunicação com a torre. Mas o Safety Car tem que ter responsabilidade, a gente evita fazer alguma coisa muito fora do comum, principalmente para não pegar os pilotos de calça curta”, disse Coelho, que testou três carros neste sábado: o Safety Car da Stock Car, o da Mini Challenge e um reserva.

O piloto explicou como é o procedimento de ação do Safety Car quando acontece um acidente na pista.
“Você tem que sair para a pista quando o diretor da prova grita ‘Safety Car’. Se ele não lembrar o local do acidente eu peço, mas normalmente ele já me canta ‘o líder está na reta, pode ir acelerando’, ou então ‘para um pouco que o líder não apontou aqui’. Então, eu sei como posso andar, e chegando mais perto do acidente eu tiro o pé, baixo a velocidade, junto todo mundo e passamos marginalizando o problema”, declarou Coelho.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.