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Perto da Indy, Rubinho pode seguir passos de Fittipaldi e Mansell

Pilotos foram para a categoria norte-americana depois de fazer sucesso na Fórmula 1

Guilherme Abati, iG São Paulo |

Nesta semana, o brasileiro Rubens Barrichello testou o carro da equipe KV Racing no circuito de Sebring, na Flórida. Foi a primeira experiência do brasileiro em um carro da IndyCar, mas pode não ter sido a única, já que Barrichello não descartou a possibilidade de se transferir para a categoria norte-americana em 2012. Caso decida correr pela Indy, mudando de categoria depois de 19 temporadas na Fórmula 1, Rubinho repetirá os passos de outros importantes pilotos.

Leia também: KV surpreende e anuncia mais um dia de testes para Barrichello

Um deles foi Emerson Fittipaldi, que, depois de seu bicampeonato na F1 nos anos de 1972 e 1974, deixou a categoria em 1980 e transferiu-se para a Indy, em 1984. Nos Estados Unidos, Emmo, como ficou conhecido pelos americanos, foi campeão em 1989 e bicampeão das 500 milhas de Indianápolis, em 1989 e 1993. O brasileiro é um dos poucos pilotos da história do automobilismo a conseguir repetir seus dias de glória da F1 na categoria americana. Mas não é o único.

Getty Images
Emerson Fittipaldi foi campeão na Fórmula 1 e na Indy


O inglês Nigel Mansell foi outro campeão da Fórmula 1 que deixou a categoria para correr na Indy com sucesso. Mansell era o atual campeão da F1 quando desembarcou nos Estados Unidos para disputar sua primeira temporada na categoria norte-americana, em 1993. Naquele ano, Mansell conseguiu cinco vitórias e conquistou o título do campeonato. Foi a primeira vez que um estreante sagrou-se campeão da Indy. No ano seguinte, o “Leão” voltou à F1, mas não repetiu os bons resultados anteriores.

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Caso semelhante é o do piloto italiano naturalizado americano Mario Andretti, que saiu consagrado da F1 para buscar novos desafios nos Estados Unidos. Campeão em 1978 pela Lotus, Andretti abandonou a F1 em 1982 e, dois anos depois, em 1984, foi campeão pela quarta vez da Indy. Ao contrário de Mansell e Fittipaldi, Andretti já tinha disputado corridas na categoria antes de ir para a F1.

Entretanto, não foram todos os campeões de F1 que conseguiram repetir seus dias de glória ao guiar um carro da Indy. O tricampeão Nelson Piquet deixou a F1 em 1991 e foi disputar a tradicional corrida de Indianápolis em 1992. Porém, um grave acidente durante os treinos impediu o brasileiro de participar da corrida. O tricampeão voltou à Indianápolis no ano seguinte, mas obteve novo fracasso ao abandonar o GP por problemas de motor.

Tradição Brasileira

Dentre os pilotos brasileiros, migrar da Fórmula 1 para a Indy não é novidade. Muitos competidores do país já fizeram esse percurso.

Maurício Gugelmin, que competiu na Fórmula 1 durante quatro anos e conseguiu como melhor colocação um terceiro lugar no Grande Prêmio do Brasil de 1989, foi um deles. Na Indy, Gugelmin correu de 1993 a 1999, e só conquistou duas vitórias, uma no GP de Vancouver, em 1997, e outra em Cleveland, em 2001.

Raul Boesel correu duas temporadas na F1, a de 1982 e a de 1983, e, sem obter resultados expressivos, partiu para a América do Norte. Na Indy, fez 198 GPs, também com pouco brilho. Não conseguiu nenhuma vitória e assinalou três poles ao longo de sua carreira na categoria.

Christian Fittipaldi tentou seguir os passos do tio Emerson, primeiro na F1 e depois na Indy. Mas não alcançou tanto sucesso. O piloto disputou temporadas de 1992 a 1994 na F1, conseguindo em 1993 a 14º colocação no Mundial – sua melhor classificação. A partir de 1995, Christian foi para a Indy, onde correu até 2002, sem jamais conseguir nenhum resultado muito expressivo.

Antonio Pizzonia também não obteve sucesso em nenhuma das duas categorias. Na F1, ele disputou a temporada 2003 pela Jaguar e as temporadas de 2004 e 2005 pela BMW/Williams sem jamais subir ao pódio. Em 2006, foi para a Indy, onde disputou a temporada de 2008 sem se destacar. O piloto corre atualmente na Stock Car.

O veterano Roberto Pupo Moreno também fez o percurso. Moreno estreou na F1 em 1982. E, antes de retornar à categoria, em 1987, disputou duas temporadas na Indy. Encerrada sua carreira na F1, voltou à Indy em 1996.

Se muitos dos brasileiros fizeram papel de coadjuvante tanto na F1 quanto na Indy, com Cristiano da Matta foi um pouco diferente. Primeiro porque ele fez o trajeto inverso: foi para a F1 depois de já ter disputado a Indy, inclusive com um título da categoria no currículo, em 2002. Pela Toyota, na categoria máxima do automobilismo, não fez boas temporadas. Em sua volta à Indy, também não conseguiu repetir os bons resultados de outrora.
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