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34 carros alinharam para a corrida, estabelecendo recorde da temporada e do circuito

Nesse domingo (16), na última etapa da temporada da IndyCar , o britânico Dan Wheldon morreu após forte acidente no Autódromo de Las Vegas, nos Estados Unidos. A batida, que envolveu 15 carros, aconteceu na corrida da temporada em que mais pilotos se inscreveram: foram 34 no total.

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Nas 500 milhas de Indianápolis, prova mais tradicional da categoria, 33 pilotos se inscreveram. Dan Wheldon venceu aquela corrida – porém, o britânico não participou de toda a temporada da Indy. Se inscreveu para correr em Las Vegas atraído pelo prêmio de 5 milhões de dólares (aproximadamente R$ 8,7 milhões).

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Para se ter uma ideia do tamanho do grid, no GP do Japão, penúltima corrida da temporada, apenas 26 carros participaram da corrida.

A prova deste domingo também marcou a mais cheia da história do Autódromo de Las Vegas. A pista também recebeu a Indy entre 1996 e 2000, e tinha como recorde os 31 participantes de 1997. Em 1996, 1998 e 2000, foram 28 carros, e em 1999, somente 26.

Além de receber tantos carros, o circuito não é um dos maiores da categoria. O oval tem 2,4 quilômetros, contra aproximadamente 4,2 do Autódromo de Indianápolis, por exemplo.

O espanhol Oriol Servià, quinto colocado na temporada, afirmou que o Autódromo de Las Vegas realmente parece perigoso. Porém, acredita que os riscos fazem parte do automobilismo.

“Todos sabemos que isso faz parte do esporte. Os carros estão ficando mais seguros, as pistas estão ficando mais seguras, então felizmente isso não aconteceu por um tempo. Todos tivemos uma sensação ruim sobre esse lugar por conta da inclinação e de o quanto é fácil você manter o pé lá embaixo. Nós forçamos e competimos porque é isso que fazemos”, declarou Servià.

Brasileiros reforçam opinião de Servià

Amigo de Wheldon, Tony Kanaan se mostrou muito triste com a morte do britânico. O piloto brasileiro afirmou que, apesar de ciente dos riscos do automobilismo, é sempre chocante perder um companheiro assim.

“É muito triste, todos nós pilotos sabemos que existe sempre um risco toda vez que colocamos o carro na pista, mas, no fundo, nunca pensamos nisso”, declarou Kanaan.

Helio Castroneves, por sua vez, se mostrou incomodado com o acidente fatal, dizendo que a morte não pode fazer parte do esporte.

“Claro que o automobilismo tem seus riscos, mas a morte não faz parte da cartilha do esporte, não pode fazer parte, entende? Não temos controle do nosso destino e muito menos sabedoria para entender o porquê das coisas” afirmou Helinho.

Bia Figueiredo, por sua vez, disse que, apesar da tragédia, não pensa em desistir de correr.

“No momento do choque, a gente pensa em muita coisa, até se vale a pena tudo isso, mas automobilismo é minha grande paixão, a gente sabe que está exposto ao risco de acidentes fatais, e tenho que continuar lutando pelo meu sonho”, disse a piloto.

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