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Em sua primeira temporada, Bia planeja ser a melhor estreante

Dona de título semelhante na Indy Lights, brasileira estabelece prêmio como meta para seu primeiro ano completo na IndyCar

Lucas Pastore, iG São Paulo |

A temporada 2011 da IndyCar promete ser inesquecível para Bia Figueiredo. E não por causa do acidente logo na primeira prova da temporada, em Saint Petersburg, que a deixou ausente da segunda corrida do ano. Mas sim porque, com 26 anos, a brasileira terá chance de participar da temporada completa pela primeira vez.

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A brasileira Bia Figueiredo faz em 2011 seu primeiro campeonato completo na IndyCar

Após passar pela Fórmula Renault brasileira e pela Fórmula 3 Sul-Americana, Bia começou a se destacar na Indy Lights – espécie de divisão inferior da IndyCar – em 2008. Naquela temporada, tornou-se a primeira mulher da história da categoria a vencer uma prova – em Nashville – terminou em terceiro na classificação geral e ganhou o prêmio de Estrela Ascendente.

Em 2009 voltou a vencer uma corrida – dessa vez em Iowa – em sua temporada de despedida da Indy Lights. No ano seguinte, recebeu a chance de correr quatro provas pela equipe Dreyer & Reinbold Racing. Estreou na sua cidade natal, São Paulo, e disputou a tradicional prova das 500 milhas de Indianápolis. Agradou o suficiente para ganhar um contrato definitivo da equipe nesta temporada.

Bia, que até agora conquistou um 14º e um 19º lugar na temporada, concedeu entrevista exclusiva para o iG Automobilismo e disse que tem como objetivo o prêmio de novato do ano da IndyCar. A próxima corrida da temporada acontece no próximo domingo, 1º de maio, em São Paulo. Confira o bate-papo com a piloto:

iG: Quando começaram as negociações para correr toda a temporada? Como se sentiu ao ser confirmada pela equipe?
Bia: As negociações começaram já no ano passado. Quando a gente realmente assinou, eu já estava em Indianápolis, com muita coisa para fazer. Comemorei um pouquinho, mas já tinha muito trabalho pela frente. Desde o ano passado estava bastante confiante.

iG: Sua preparação na pré-temporada mudou muito em relação ao ano passado?
Bia: Mudou um pouco. O mais importante foi que dessa vez consegui fazer três dias de treino. No ano passado, só fiz um dia.

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Bia corre com a bandeira do Brasil em seu carro
iG: No ano passado, você estreou “em casa”, em São Paulo. Neste ano, teve algumas corridas para fazer antes de competir no Brasil. Acha que, por isso, poderá apresentar um desempenho melhor?
Bia: Sim, você já chega em outro nível. Fazendo algumas provas antes nos Estados Unidos, vou chegar a São Paulo com um maior ritmo.

iG: Você tem algum objetivo estabelecido para esta temporada?
Bia: Difícil ter alguma expectativa agora, mas seria muito bacana brigar pelo título de estreante da temporada. Quero me estabilizar na categoria e só com bons resultados você consegue isso. Vai ser um campeonato muito difícil esse ano, há outros pilotos novatos em equipes muito fortes. Mas claro que tenho chances.

iG: Recentemente, Bernie Ecclestone, mandatário da Fórmula 1 disse que espera ver uma mulher na direção da categoria em no máximo cinco anos. Como você vê a participação feminina na F1?
Bia: Bernie já deu algumas entrevistas dizendo que ele quer uma mulher na Fórmula 1. Mas eu não sei se a Fórmula 1 está preparada para ter uma mulher. Mas lógico que é algo possível, você vê a cada dia mais mulheres correndo, e com competência.

iG: Se você fosse convidada para uma equipe de Fórmula 1, trocaria a IndyCar?
Bia: Acho que não. Meu foco está aqui na Indy, gosto de correr aqui, quero correr aqui, mas no futuro a gente nunca sabe o que pode acontecer.

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