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Dan Wheldon: 1978 - 2011

Piloto britânico fez fama correndo nos Estados Unidos e morreu quando buscava desafio de U$ 5 mi (cerca de R$ 8,7 mi)

iG São Paulo |

Dan Wheldon, 33, vinha ganhando posições nas doze voltas que disputou em Las Vegas no domingo, 16 de outubro. O piloto foi a única vítima fatal de um acidente que envolveu 15 carros. “Nossas orações e sentimentos para a família”, declarou Randy Bernard, executivo da IndyCar, ao fazer o anúncio da morte do piloto.

Leia também: Dan Wheldon morre após grave acidente na corrida de Las Vegas

Depois de largar em último, num ritmo forte e sem ter para onde desviar, Wheldon pilotava um dos carros que não esteve diretamente envolvido na primeira batida que causou todo o tumulto. Uma tragédia que deixou 15 carros destruídos, em chamas, com destroços pela pista. “Parecia uma cena de filme”, disse Danica Patrick, estrela que fazia sua despedida da categoria para correr pela Nascar e cujo posto Wheldon poderia assumir.

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O piloto inglês foi levado de helicóptero para o hospital University Medical Center e lá, com a presença de sua esposa Susie, e dos filhos Sebastian, de 2 anos, e Oliver, de 6 meses, foi confirmada a sua morte.

Convidado e correndo por desafio milionário

Outra fatalidade: Wheldon não fazia parte do campeonato da IndyCar. Mesmo sendo um dos bons pilotos da categoria, vencendo em 2011 a principal prova do ano, as 500 Milhas de Indianápolis, o britânico não tinha um carro para disputar o campeonato todo. A prova de domingo seria apenas a sua terceira no ano. Entre uma e outra, testava e aprimorava a segurança dos carros para 2012 e comentava as corridas para um canal de televisão.

Além da fatalidade, a ironia. Wheldon chegou a Las Vegas cotado para ganhar cinco milhões de dólares (cerca de 8,7 milhões de reais). Wheldon foi o único a aceitar o desafio de uma promoção que daria o prêmio a pilotos fora do campeonato que por ventura ganhassem a prova, a última da tumultuada temporada da categoria. O dinheiro, depois, seria dividido entre o piloto e um torcedor.

Categoria, aliás, que mudou a trajetória de Wheldon. Nascido em 1978 na pequena Emberton, no condado de Buckinghamshire, na Inglaterra, ele trilhou o caminho de sucesso de pilotos ingleses que, em geral, culminam na Fórmula 1. Desde cedo, correu de kart e faturou vitórias e títulos nacionais no país onde nasceu. Teve como rivais e amigos pilotos como Jenson Button, astro da equipe McLaren.


Ao contrário de compatriotas, porém, em 1999, mudou-se para os Estados Unidos para tentar outra sorte em sua vida. Depois de passar por categorias menores, em 2002, começou a correr na IndyCar e a traçar um caminho de tanto sucesso quanto seus companheiros que ficaram na Europa.

Foi escolhido o melhor estreante da temporada e, no ano seguinte, ganhou sua primeira prova, no Japão. Na época, foi companheiro de Tony Kanaan, vencedor do campeonato. O brasileiro lamentou a morte do amigo. "Sem palavras para descrever o aperto no coração. Vai com Deus meu amigo, te vejo do outro lado", disse.

Em 2005, a consagração. Venceu a mitológica prova das 500 Milhas de Indianápolis e tornou-se o primeiro inglês a conseguir o feito desde Graham Hill, em 1966. Foi também campeão da categoria no mesmo ano. Depois do feito, especulou-se que ele recusou convite da equipe Sauber da Fórmula 1 por não ter a garantia de um carro vencedor.

Altos e Baixos em 2011

Apesar de não ter um carro para disputar o campeonato em 2011 e ter corrido apenas duas provas, o ano vinha sendo especial para o piloto. Ele foi pai pela segunda vez quando Oliver nasceu em abril. Wheldon e sua esposa, Susie Behm, já tinham outro filho, Sebastian, de 2 anos.

Um mês depois do nascimento de Oliver, o piloto recebeu um carro da Bryan Hertha Autosport para disputar as 500 Milhas de Indianápolis. Depois de vencer em 2005, ele havia sido segundo colocado em 2009 e em 2010.

Numa prova conturbada e graças a um acidente de JR Hildebrand, que vencia a prova, Wheldon foi beneficiado, liderou apenas uma volta, a última, para vencer a corrida. Foi a sua última e 16ª vitória na carreira.

Wheldon é a primeira morte na IndyCar desde que Paul Dana, em 2006, morreu durante um treino para o GP de Homestead-Miami. Foi também a primeira vez que o circuito de Las Vegas assistiu a um acidente fatal em 40 anos de existência.

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