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Piloto aproveitou problema de Bird na largada, assumiu a liderança e venceu a primeira prova do fim de semana. Razia abandonou

Divulgação
O italiano Davide Valsecchi venceu a primeira prova do fim de semana em Mônaco
Regularidade e experiência são características da pilotagem de Davide Valsecchi. E, em uma corrida que largou com 26 carros e teve, ao seu fim, apenas 15, tais qualidades foram fundamentais para que o italiano da Air Asia vencesse a primeira corrida da GP2 em Mônaco.

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O segundo colocado foi Álvaro Parente, outro veterano da categoria, aproveitando a sua importante oportunidade na Racing Engineering. Em seguida, ficou outro conhecido de longa data: Luca Filippi, da Super Nova.

Para fechar o grupo dos pilotos mais experimentados, a quarta posição ficou com Romain Grosjean, que demonstrou por que é um dos pilotos mais qualificados da categoria — se não for o melhor, tecnicamente.

O quinto foi Stefano Coletti, seguido por Josef Král. Na pista, Oliver Turvey cruzou em sétimo, mas foi punido após a prova, caindo para 15º. Assim, Max Chilton, seu companheiro na Carlin, subiu para a posição de Turvey, deixando Charles Pic com a oitava posição e a pole da segunda corrida do fim de semana, neste sábado (23), às 11h10 (de Brasília).

Saiba como foi a primeira corrida da GP2 em Mônaco

A alegria de Sam Bird durou pouco mais de 12 horas. O britânico, que herdou a pole-position após a punição deflagrada a Giedo van der Garde, não conseguiu largar, perdendo todas as posições. Seu carro da iSport deu apenas um "salto", parando em seguida. Por isso, cruzou a primeira volta mais de 20s atrás do penúltimo colocado.

No mais, as primeiras voltas foram tranquilas, com Valsecchi à frente de Parente, e os dois um pouco mais distantes de Stefano Coletti, terceiro. Van der Garde vinha em quarto, pressionado por Jules Bianchi, quinto. Mais atrás, completavam a zona de pontuação Josef Král, Esteban Gutiérrez e Max Chilton.

Cinco pilotos tentaram antecipar suas paradas, o que, no fim, não se revelou uma grande estratégia. Charles Pic, Dani Clos, Jolyon Palmer, Kevin Mirocha e Michael Herck fizeram pit-stops precoces e, destes, só Pic ficou entre os dez primeiros - os outros ou abandonaram ou ficaram nos últimos lugares.

Na volta 11, Bianchi fez mais uma de suas trapalhadas, errando a freada na saída do túnel e atingindo a traseira do carro de Van der Garde. O piloto ainda teve problemas na hora de trocar o bico e recebeu, como punição pela besteira, um drive-through. O holandês, por sua vez, foi obrigado a trocar a asa traseira danificada pelo toque de Bianchi. Na mesma volta, Pal Varhaug bateu na Rascasse e abandonou.

O pesadelo de Bianchi continuou até depois de abandonar: o piloto provavelmente seria punido com outro drive-through, desta vez por queimar a largada, se estivesse na prova. Outros dois que infringiram a regra, Fairuz Fauzy e Oliver Turvey. O malaio cumpriu a sanção. O inglês tentou ser esperto e completou a corrida sem passar pelos boxes. Depois do fim da prova, foi punido com o acréscimo de 30s em seu tempo final, o que causou sua queda de sétimo para 15º colocado.

Ainda sem fazer sua parada, Kevin Ceccon segurava um pelotão de nove carros, entre eles Rodolfo González e Luiz Razia. Os dois se chocaram e abandonaram a prova. Pouco depois, outro acidente: Clos, que parou cedo, bateu na Mirabeau. Lá na frente, tudo igual, com Valsecchi liderando à frente de Parente e Filippi — que, apesar de problemas em seu pit-stop, conseguiu voltar à frente de Grosjean.

Não houve mais grandes disputas pelas primeiras colocações. Em compensação, lá atrás... Talvez nervoso com a perda de tantas posições na largada, Sam Bird provocou um acidente na curva Anthony Noghes, que fecha o circuito de Mônaco, com o companheiro de iSport, Marcus Ericsson. A batida foi uma repetição do que havia acontecido na classificação. Pouco depois, Ericsson tentou dar o troco pela posição perdida, jogando o teoricamente parceiro no muro da Mirabeau baixa.

A confusão resultou no abandono dos dois pilotos - Bird com a suspensão quebrada e Ericsson por conta da quebra de sua asa traseira. Paul Jackson, chefe da iSport, vai ter trabalho nesta semana para acalmar os ânimos de seus garotos.