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Coletti aposta em slicks com pista molhada e vence na Hungria

Com estratégia ousada no início da corrida, monegasco triunfou na segunda prova da etapa. Razia terminou em sétimo

Warm Up |

Divulgação
O piloto monegasco Stefano Coletti comemora sua vitória na Hungria
A segunda corrida da GP2 na Hungria foi oposta à primeira: enquanto a do sábado (30) foi pouco agitada, sem muita animação, a deste domingo (31), mais curta, foi marcada pela emoção e pelas trocas de posição e estratégia. Não à toa, quem venceu a prova foi Stefano Coletti, que havia largado em 21º no circuito de Hungaroring.

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A situação era muito difícil antes da corrida: ninguém sabia o que aconteceria com o tempo. Por isso, sete pilotos — Luca Filippi, Esteban Gutiérrez, Adam Carroll, Jolyon Palmer Johnny Cecotto, Fairuz Fauzy e o próprio Coletti — saíram com pneus slicks, a despeito de a pista ainda estar molhada por conta da chuva.

Filippi largou mal novamente e, além de tudo, estava com pneus que não favoreciam sua recuperação. Assim, rodou repetidas vezes, perdendo várias posições. Enquanto isso, o ritmo mudava constantemente na frente. Na volta 8, Vietoris liderava, com Van der Garde em segundo, Grosjean em terceiro, Bianchi em quarto, Leimer em quinto e Luiz Razia em sexto.

Foi quando Max Chilton sofreu um acidente na curva 2 e provocou a entrada do safety-car. Todos os ponteiros pararam para colocar slicks, já com a pista um pouco mais seca. Quem se deu bem, então, foi Coletti, que tinha feito uma boa corrida mesmo com pneus inadequados àquele momento.

Em 13º na vigência do safety-car, o monegasco iniciou uma forte perseguição aos líderes, alcançando a quarta posição já na 13º volta, antes de a chuva cair novamente. A pista novamente molhada trouxe a maioria dos pilotos aos boxes, menos Filippi, que continuava insistindo com seus slicks desgastadíssimos.

Na relargada, ainda sem pneus de chuva, Coletti já era o terceiro ao ultrapassar Van der Garde. Quando o cronômetro já apontava a contagem regressiva, dado o lento ritmo da prova, o líder Vietoris rodou. Para evitar a batida, Grosjean freou e viu o monegasco, com mais tempo de reação, passar rápido a seu lado, assumindo a liderança.

Restou a Grosjean contar com situações parecidas com as que lhe renderam vitórias na segunda corrida de Nürburgring e na primeira da Hungria: esperar vacilos dos rivais à frente. Mas não foi necessário. Com a chuva mais forte, os que ainda não haviam trocado para pneus de chuva o fizeram quando Dani Clos provocou a entrada do safety-car.

Pic e Valsecchi tinham as duas primeiras posições, enquanto Coletti voltou em teceiro, com Král em quarto e Grosjean em quinto. Destes, entretanto, só Coletti e Grosjean estavam com pneus de chuva, o que resultaria em um rendimento bem melhor quando a pista fosse liberada.

Foi o que aconteceu. Valsecchi e Pic sequer conseguiram causar dificuldades a Grosjean e Coletti. Com a ajuda da posição vantajosa, o monegasco aproveitou a oportunidade e garantiu a vitória. Em situação parecida com Coletti, Esteban Gutiérrez mostrou grande evolução no fim da corrida, tendo largado em 24º, e avançou para levar a segunda posição de Grosjean nos instantes finais. E conseguiu.

Van der Garde terminou em quarto, seguido por Sam Bird e Jules Bianchi, que levou o último ponto disponível para a corrida. Luiz Razia bateu na trave, ficando em sétimo.

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