Alemão fez mais poles e empata em número de vítórias com três corridas a menos

No último domingo (9), ao cruzar a linha de chegada em terceiro no Grande Prêmio do Japão , Sebastian Vettel se tornou o bicampeão mundial mais jovem da história da Fórmula 1 . Até então, o recorde pertencia ao espanhol Fernando Alonso. Além de serem os mais precoces pilotos da categoria a alcançarem a marca de dois títulos, os dois têm mais uma curiosidade em comum: suas conquistas são as duas únicas da história de suas escuderias.

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Vettel comemora seu segundo título mundial, obtido no Japão
AP
Vettel comemora seu segundo título mundial, obtido no Japão


Alonso começou a brilhar na Fórmula 1 pela Renault, equipe pela qual teve duas passagens: entre 2003 e 2006, e de 2008 a 2009. Na escuderia, conquistou os dois títulos de sua carreira, em 2005 e 2006, e, na época, se tornou o mais jovem bicampeão da história da categoria. O espanhol também ajudou a escuderia a conquistar o bi no Mundial de Construtores nos mesmos anos.

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As temporadas que valeram os títulos de Alonso foram bem parecidas. Ao todo, nos anos do bi, Alonso fez 12 poles, 14 vitórias e 29 pódios. Vettel, até agora, entre 2010 e 2011, já tem mais poles (22) e empata no número de vitórias (mas com provas a disputar ainda neste ano). Em pódios, Vettel fica atrás: tem 24 nestas duas temporadas. 

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Contando toda a carreira, o alemão já ultrapassou Alonso no número de pole positions: 27 a 20. Em vitórias, no entanto, o espanhol ainda leva vantagem. São 27 contra 19.

Red Bull será fundamental para Vettel continuar dominante

Devido ao amplo domínio de Vettel na temporada e dos recordes que o alemão quebrou nestes dois últimos anos , muitos já começam a desenhar um futuro para o piloto parecido com de Michael Schumacher. Mas alcançar os sete títulos mundiais e as mais de 90 vitórias do atual piloto da Mercedes não é tarefa fácil.

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Sebastian Vettel e Fernando Alonso no pódio após o Grande Prêmio do Japão
EFE
Sebastian Vettel e Fernando Alonso no pódio após o Grande Prêmio do Japão
Para conquistar este feito, Vettel precisaria de uma sequência de temporadas parecida com a que Schumacher teve entre 2000 e 2004 pela Ferrari, quando foi responsável por um amplo domínio. Se o ritmo de Vettel cair, o alemão pode estacionar nos dois títulos mundiais, como aconteceu com Fernando Alonso.

Para Vettel continuar quebrando marcas, no entanto, é fundamental que a Red Bull continue dominante nos próximos anos (o alemão tem contrato com a equipe até o fim de 2014). Com a Renault isso não aconteceu. Após garantir o Mundial de Construtores em 2005 e 2006, a equipe francesa nunca mais voltou ao topo e chegou a amargar a oitava colocação no campeonato de 2008.

Por conta dos maus resultados da escuderia francesa, Alonso trocou o time pela Ferrari. Perder Vettel é algo que nem passa pela cabeça da Red Bull e, para segurar o alemão, a equipe tem como trunfo a presença de Adrian Newey. O projetista oito vezes campeão mundial parece ser um dos principais fatores da química entre Vettel e Red Bull, parceria que já valeu o Mundial de Construtores para a equipe em 2010. O bi da Red Bull virá este ano e já pode ser definido matematicamente na Coreia do Sul , neste domingo (16).

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