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Verstappen diz que Schumacher foi campeão de modo ilegal em 1994

Holandês afirmou que superioridade do carro do alemão vinha de dispositivos eletrônicos

Gazeta |

O holandês Jos Verstappen, companheiro de Michael Schumacher na Benetton em 1994, resolveu reviver uma polêmica 14 anos depois do primeiro título do heptacampeão. O holandês afirmou, em entrevista publicada nesta quarta-feira (7) na revista NUsport, que o alemão usou recursos eletrônicos para ser campeão naquela temporada, no primeiro de seus sete títulos na Fórmula 1.

Veja também: FIA anuncia mudanças no regulamento da Fórmula 1

A partir do ano em questão, alguns recursos eletrônicos como controle de tração e suspensão ativa foram proibidos pela organização da categoria.

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"Michael também depende do equipamento. Para muitas pessoas, ele era Deus, mas ele não é o Super-Homem nem nunca foi. Quando corri de kart com ele, ele nunca me venceu. Sei o que aconteceu quando estivemos juntos na Benetton em 1994", disse Verstappen.

"As pessoas pensam que procuro uma desculpa quando falo isso, mas eu sei que seu carro era diferente na comparação. Eu freava no limite e andava o mais rápido que conseguia em todas as curvas, então o que eu poderia fazer quando Schumacher conseguia e eu não? Aquilo não estava certo", acrescentou.

Em 1994, Verstappen fez sua estreia na categoria após a lesão de JJ Lehto nos testes de pré-temporada. Campeão da F3 Alemã, o holandês conseguiu dois terceiros lugares como seus melhores resultados, enquanto Schumacher venceu oito das 14 corridas do ano. O ex-piloto também revelou que chegou a conversar com Flavio Briatore, chefe de equipe na época, que foi banido da F1 em 2009 após um escândalo de manipulação no ano anterior, com a Renault, envolvendo o brasileiro Nelsinho Piquet.

"Havia auxílios eletrônicos. Eles (membros da Benetton) nunca irão admitir, mas estou convencido disso. Mais tarde, perguntei disso a Flavio Briatore, que havia me levado à Benetton. Ele me disse para não falarmos disso, então estou convencido o suficiente", completou.

"Guiei o carro de Michael algumas vezes, em Hockenheim, por exemplo, mas rodei. Não tinha como eu ser tão rápido com aquele acerto. Mas o sistema que Michael usava não estava ali naquele momento", encerrou o holandês.

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