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Trulli diz que F1 sem italianos é pecado

Dispensado pela Caterham, italiano lamenta falta de apoio aos pilotos do país

Ansa |

O piloto italiano Jarno Trulli, que teve seu contrato cancelado com a equipe Caterham, afirmou em entrevista à ANSA que uma Fórmula 1 sem pilotos italianos é um pecado. "Eu sinto muito, mas o problema não é meu. Outros devem assumir a responsabilidade por essa crise. Esta é uma situação que não começou ontem", avaliou o piloto, sobre a falta de patrocínio aos pilotos automobilísticos na Itália.

Leia também: Saída de Trulli tira Itália do grid pela primeira vez desde 1970

"Estava preparado para um possível divórcio com a Caterham, consciente que a difícil situação econômica teria induzido a escuderia a encontrar um piloto devidamente apoiado", afirmou ele. Trulli observou que "as pequenas equipes têm certas necessidades e os contratos são claros". "Espero que com a contribuição de Petrov, todos aqueles que trabalham lá possam ter um futuro mais tranquilo", desejou.

O italiano admitiu que os dois anos em que passou na Caterham foram "difíceis", mas disse que não se arrepende e recordou os bons momentos de sua carreira na categoria. Em 250 grandes prêmios, Trulli conquistou uma vitória em Montecarlo em 2004 pela Renault. Ele também conquistou 12 pódios e quatro pole position em sua carreira. "O período mais feliz e divertido foi aquele na Toyota [de 2005 a 2009], quando estávamos lutando pela pole e fomos competitivos para a corrida", lembrou. "À parte os resultados, sou orgulhoso de ter alcançado o meu sonho de correr na Fórmula 1 e de ficar tantos anos na categoria sem ajuda de ninguém", acrescentou.

Ele ainda disse que, na Itália, "não há um sistema que ajude os pilotos a subirem em alto nível e é normal que se chegue então a situações como essa, em que não há nenhum piloto italiano competindo nos GPs da Fórmula 1". "Há talentos, mas se não são apoiados por ninguém, não há esperança", lamentou.

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"Gostaria de ver mais envolvimento de todos, mas num momento de crise como este para o país, então, não vejo como um jovem possa encontrar uma ajuda para ser considerado por qualquer equipe", observou. Trulli afirmou que espera avaliar ofertas para o futuro de sua carreira, mas disse que não tem pressa. O italiano, que tem uma adega e um hotel na Suíça, atestou, porém, que pretende continuar pilotando, seja na Fórmula 1 ou em outra competição.
 

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