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Trocas de pilotos no meio da temporada são comuns na F1

Felipe Massa corre o risco de ser substituído por Sergio Pérez ainda em 2012 e entrar para lista de casos deste tipo

Bruno Gecys, iG São Paulo |

Depois de duas provas ruins de Felipe Massa em 2012, os rumores sobre uma possível troca do piloto da Ferrari ainda durante a temporada aumentaram consideravelmente. O brasileiro não completou a corrida na Austrália e chegou na 15ª posição na Malásia. Enquanto isso, seu companheiro, Fernando Alonso, foi quinto no primeiro GP, venceu em Sepang e lidera o Mundial.

Leia também: Otimista, Montezemolo acredita em título da Ferrari neste ano

Apesar dos dirigentes da escuderia italiana negarem essa possibilidade, trocas no meio do campeonato por insatisfação com os pilotos não são incomuns. No ano passado mesmo, aconteceram dois casos. No mais relevante, Nick Heidfeld foi substituído por Bruno Senna na Lotus Renault. Mesmo alguns bons resultados do alemão no início da temporada não foram suficientes para deixar o chefe da equipe, Eric Boullier, satisfeito.

Depois de muitas reclamações sobre o piloto, Boullier decidiu colocar o brasileiro em seu lugar na 12ª etapa da temporada. Senna, que era reserva da equipe, também levou alguns patrocínios imediatos para o carro da Lotus Renault.

Também em 2011, o indiano Narain Karthikeyan foi sacado da HRT para dar lugar a Daniel Ricciardo. O australiano, que realizava testes pela Toro Rosso, entrou na vaga de Karthikeyan a partir da décima prova da temporada, após o mau desempenho da equipe nas corridas anteriores. Neste ano, Karthikeyan voltou a ser titular da escuderia espanhola, e Ricciardo corre ao lado de Jean-Éric Vergne na Toro Rosso.

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Sebastian Vettel assumiu a vaga de piloto principal da Toro Rosso em 2007, após a saída de Scott Speed
A própria Ferrari já realizou trocas por maus resultados. Em 2009, por exemplo, após o acidente de Massa no GP da Hungria, o piloto de testes Luca Badoer assumiu o carro para os GPs da Europa e da Bélgica. Badoer fez o pior tempo nos dois classificatórios e chegou na última posição – entre os pilotos que terminaram a prova – nas corridas. Com o péssimo desempenho, foi trocado rapidamente por Giancarlo Fisichella, que pontuou em apenas uma das cinco corridas seguintes.

Sebastian Vettel também entrou de vez na categoria desta maneira. Em 2007, quando era piloto de testes da Sauber, entrou no lugar do machucado Robert Kubica no GP dos Estados Unidos e foi oitavo. O bom desempenho valeu uma vaga definitiva na Toro Rosso algumas provas depois, no lugar do americano Scott Speed, que vinha de péssima temporada e de brigas constantes com o chefe da equipe, Franz Tost.

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Em 2001, Luciano Burti participou de um caso parecido. O brasileiro, que estava na Jaguar, tomou o lugar de Gastón Mazzacane na Prost GP, depois dos resultados ruins apresentados pelo argentino: quatro provas e três abandonos.

Outra história famosa de trocas por insatisfação da equipe aconteceu em 1994. Após a morte de Ayrton Senna, a Williams efetivou o então jovem David Coulthard para a vaga na equipe. Porém, Frank Williams resolveu tirar o escocês da escuderia após oito corridas e chamou o velho conhecido Nigel Mansell. Mansell estava na Indy e foi contratado a peso de ouro para as quatro últimas corridas do ano. Abandonou duas vezes e venceu a última prova, na Austrália.

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Alain Prost foi demitido da Ferrari antes do GP da Austrália de 1991

Até o maior vencedor da F1, Michael Schumacher, chegou à categoria mudando de equipe. Sua primeira corrida foi no meio da temporada, em Spa Francorchamps, pela Jordan. O sétimo lugar na classificação deu destaque ao alemão, que, já na corrida seguinte, em Monza, foi chamado para o lugar do brasileiro Roberto Pupo Moreno, que não agradou na Benetton. Moreno ainda correu na Jordan e na Minardi depois da troca.

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Um dos casos mais famosos de demissão aconteceu na Ferrari, com Alain Prost. Porém, neste caso, não foram apenas os maus resultados que fizeram a escuderia italiana retirar o piloto do time. O francês, que havia abandonado sete das 15 corridas em 1991, saiu também por conta das inúmeras discussões internas que teve com dirigentes. Após comparar a Ferrari daquele ano a um caminhão, acabou demitido antes do GP da Austrália, último da temporada.

Caso a Ferrari decida trocar Massa no meio da temporada, não faltarão candidatos. O mais forte deles é Sergio Pérez, membro da Academia de Pilotos da escuderia italiana, que chamou muita atenção ao conquistar o segundo lugar no GP da Malásia com sua Sauber. O piloto também tem a vantagem de contar com o apoio de Carlos Slim, o homem mais rico do mundo. Para Massa, resta reverter a má fase e conquistar bons resultados já a partir da próxima etapa da temporada, na China, no dia 15 de abril.

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