Circuito está na categoria desde 1950 e aboliu a parte oval após um dos acidentes mais trágicos da história do automobilismo

Neste fim de semana, a Fórmula 1 estará de volta ao Circuito de Monza , um de seus palcos mais tradicionais. Desde 1950, ano de estreia da categoria, só os Grandes Prêmios da Itália e da Grã-Bretanha foram disputados em todas as temporadas, e somente em 1980 a prova italiana não foi em Monza. Com tanta história, o circuito carrega uma particularidade – um traçado oval, pouco comum na Fórmula 1.

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Vista aérea do Circuito de Monza. É possível ver a parte oval com clareza
Reprodução
Vista aérea do Circuito de Monza. É possível ver a parte oval com clareza

Monza foi inaugurado em 1922. Dentro dele, foram construídos dois mini-circuitos: um oval, semelhante ao formato popular em categorias americanas, como a Indy e a Nascar, e um misto, mais comum na Fórmula 1. Os dois traçados podem ser integrados, somando assim dez quilômetros. Essa configuração, com as duas pistas juntas, foi usada pela F1 nas temporadas de 1955 ( veja vídeo abaixo ), 1956, 1960 e 1961.

nullA utilização do oval foi extinta por um grave acidente que aconteceu em 1961. Após chocar-se com a Lotus de Jim Clark, o carro do alemão Wolfgang Von Trips foi parar em uma barreira em que torcedores estavam posicionados. Além do piloto alemão, mais de 10 espectadores morreram neste acidente, considerado o mais trágico da história da F1.

Após o incidente, chegou-se à conclusão de que a pista era pouco segura por conta das altas velocidades atingidas pelos pilotos, principalmente na parte oval. Por isso, chicanes e barreiras foram implantadas ao longo do traçado, assim como áreas de escape maiores, e o circuito foi sendo adaptado até chegar ao que é hoje. Atualmente, nenhuma curva do oval é utilizada nas corridas de F1.

O traçado atual tem pouco menos de 5,8 km. As últimas obras relevantes na pista foram feitas em 2000, quando a chicane logo após a reta de largada foi alterada devido ao número de acidentes causados na primeira freada em GPs anteriores. Além disso, o trecho era considerado pouco seguro para corridas de moto.

Circuitos ovais na Fórmula 1

Populares nos Estados Unidos, os circuitos ovais são pouco utilizados na Fórmula 1. Mas a categoria já correu em Indianápolis, a pista desse tipo mais famosa do mundo. Entre 2000 e 2007, o Grande Prêmio dos Estados Unidos foi disputado lá, mas em uma configuração alternativa.

Somente duas curvas do oval – ambas em sequência – foram utilizadas pela Fórmula 1. O restante da pista foi adaptado, com o acréscimo de curvas e chicanes. Além disso, os carros corriam no sentido oposto ao convencional, utilizado pela Indy, por exemplo.

O mais próximo que a F1 já esteve de correr em uma pista oval foi em 1959, no antigo circuito de AVUS, localizado no sul de Berlim (ALE). O traçado era composto por duas longas retas paralelas e quatro curvas, mas com inclinações diferentes das de um traçado oval tradicional.

A prova, vencida pelo britânico Tony Brooks, da Ferrari, é considerada uma das mais rápidas da história da Fórmula 1, já que teve velocidade média de aproximadamente 230 km/h. Hoje, a pista não existe mais, e alguns de seus trechos foram incorporados à rede viária alemã.

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