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Tradição alemã será defendida por sexteto de pilotos no domingo

Em 57 edições, apenas dois pilotos locais venceram o GP da Alemanha. Vettel é favorito para entrar nesta lista

iG São Paulo |

Apesar da forte tradição da Alemanha na Fórmula 1, o Grande Prêmio local, disputado desde 1951, não costuma trazer muita sorte aos pilotos do país. Em 57 edições, apenas dois alemães venceram o GP.

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E ambos da mesma família. Michael Schumacher subiu ao lugar mais alto do pódio em quatro oportunidades. Seu irmão, Ralf, também ganhou o GP da Alemanha, mas apenas uma vez. Todas essas vitórias aconteceram em Hockenheimring – palco mais tradicional da corrida no país, que já foi sede 32 vezes.

Mas neste domingo (24), o Circuito de Nurburgring terá boa chance de ver uma vitória alemã no GP da casa pela primeira vez – a pista já viu triunfos de pilotos locais, mas como sede do Grande Prêmio da Europa. Neste ano, serão seis pilotos do país no grid. Além de Schumacher, Nico Rosberg, Nick Heidfeld, Adrian Sutil, Timo Glock e Sebastian Vettel terão a torcida dos fanáticos torcedores alemães a seu favor.

Com seis competidores do país, o GP da Alemanha deste ano se iguala ao de 2010 como o terceiro com maior número de pilotos alemães no grid da história do GP. Em 1952 e em 1953, a Alemanha teve, respectivamente, 15 e 14 competidores na prova local, contando tanto alemães orientais quanto ocidentais.

A maior esperança de vitória, claro, é Vettel. Líder do Mundial de Pilotos, com 80 pontos de vantagem com relação ao vice, Mark Webber, o atual campeão do mundo fez sete poles e ganhou seis corridas nas nove primeiras etapas desta temporada. Vettel tenta sua primeira vitória em casa.

Tradição alemã na Fórmula 1

A Alemanha é um dos países mais tradicionais da Fórmula 1 – tem o GP local disputado desde 1951, oito títulos mundiais (sete de Schumacher e um de Vettel) e famosas escuderias, como a Mercedes e a Porsche.

Paul Pietsch, na última prova da temporada de 1950, foi o primeiro piloto alemão a correr na F1. Mas a primeira vitória para o país só aconteceu em 1961, no Grande Prêmio da Holanda. Wolfgang Von Trips, que corria pela Ferrari, foi o responsável pelo triunfo.

Mesmo com vários competidores ao longo dos anos, o primeiro título mundial para a Alemanha só aconteceu em 1994, com Schumacher. No ano seguinte ao seu primeiro título, o heptacampeão conquistou também a primeira vitória de um alemão no GP local. O triunfo deu sorte, já que Schumi conquistou seu bicampeonato mundial naquele ano.

Após 1995, foram mais cinco conquistas para Schumacher, triunfos que o alavancaram à condição de maior vencedor da história da Fórmula 1. Além disso, o heptacampeão quebrou uma série de recordes que, até o início do ano passado, pareciam inalcançáveis. Mas isso foi antes da afirmação de outro grande piloto alemão, Sebastian Vettel.

O mundial que Vettel ganhou em 2010 fez com que a Alemanha conquistasse seu oitavo título mundial e igualasse o Brasil na segunda posição da lista dos que mais venceram na Fórmula 1 – apenas o Reino Unido tem mais títulos.

Tradição também nas equipes

Se entre os pilotos o primeiro triunfo veio somente em 1961, uma escuderia conhecida para os fãs de hoje em dia deu alegrias para os torcedores alemães bem antes disso. A Mercedes, que passou pela Fórmula 1 entre 1954 e 1955, venceu nove corridas neste período – a primeira delas na França, em 1954, com Juan Manuel Fangio. De volta desde 2010, será esta a única escuderia alemã no grid de domingo.

Além da Mercedes, mais 12 equipes alemãs passaram pela categoria. A que mais tempo ficou foi a ATS, que, entre 1977 e 1984, disputou 107 corridas, mas não chegou a vencer nenhuma vez.

A Porsche foi outra equipe da Alemanha a conquistar uma vitória. A escuderia, que esteve na F1 entre 1957 e 1964, viu Dan Gurney vencer o Grande Prêmio da França de 1962. Além do triunfo, a escuderia ainda conseguiu mais quatro pódios e uma pole position.

As outras equipes alemãs que passaram pela F1 foram Veritas (1951 a 1953), AFM (1952 e 1953), Greifzu (1952), EMW (1952), Klenk (1954), Berha-Porsche (1960), Eifelland (1972), Kauhsen (1979), Zakspeed (1985 a 1989) e Rial (1988 e 1989).

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