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Saída de Trulli tira Itália do grid pela primeira vez desde 1970

Temporada de 2012 da Fórmula 1 vai começar sem nenhum italiano entre os pilotos

iG São Paulo |

A substituição do italiano Jarno Trulli pelo russo Vitaly Petrov na Caterham, anunciada nesta sexta-feira (17), deixa um vazio no grid: a Itália, um dos países mais tradicionais do automobilismo, fica sem um piloto no início de uma temporada de Fórmula 1 pela primeira vez desde 1970. Naquele ano, Ignazio Giunti e Andrea de Adamich chegaram a disputar algumas provas, mas apenas como substitutos em poucas ocasiões.

Leia também: Senna na Williams e volta de Raikkonen são atrativos da F1 no ano

A saída de Trulli deixou outro famoso italiano da Fórmula 1 descontente. Stefano Domenicali, chefe de equipe da Ferrari, declarou que o piloto não teve grandes chances na categoria. “Estou muito triste com isto, depois de tantos anos não haverá um piloto italiano no campeonato de Fórmula 1. Eu digo isto no campo dos esportes e em um nível pessoal também quando se trata do Jarno, que só em algumas poucas ocasiões teve um carro que o permitisse mostrar seu talento”.

Jarno Trulli sai da categoria quinze anos depois de sua estreia, pela Minardi. Aos 37 anos de idade, ele era o último piloto italiano que ainda corria na Fórmula 1. O piloto chegou até a vencer o GP de Mônaco, em 2004, correndo pela Renault.

Mas a tradição italiana na Fórmula 1 é muito mais antiga. Mais precisamento, vem desde o primeiro ano da competição. O campeão mundial da categoria em sua temporada inicial foi exatamente um italiano, correndo por uma equipe do mesmo país: Nino Farina conquistou o título em 1950 pela Alfa Romeo, um ano antes do argentino Juan Manuel Fangio conseguir seu primeiro campeonato, também pela escuderia italiana.

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Dois anos depois de Farina, a Itália voltava a vencer um Mundial com o piloto Alberto Ascari. O título foi também o primeiro de um piloto pela Ferrari, a equipe que mais representa o país até hoje no automobilismo. No ano seguinte, Ascari conseguiu o bicampeonato.

De lá para cá, a Itália nunca mais teve um campeão mundial de Fórmula 1, mas nem por isso deixou de manter a tradição na categoria. Outro famoso nome que representou o país foi Riccardo Patrese. Com a Williams em fase áurea, conseguiu dois terceiros lugares em campeonatos, em 1989 e 1991, e foi vice-campeão mundial em 1992, atrás de seu companheiro Nigel Mansell.

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Elio de Angelis foi outro piloto italiano muito popular. Conhecido por sua gentileza, chegou a terminar uma temporada na terceira colocação, em 1984. De Angelis morreu em 1986 durante testes na França, sendo asfixiado pela fumaça após bater com a Brabham.

Entre tantos outros que correram na categoria, o país ainda contou com Andre De Cesaris e Michele Alboreto entre as décadas de 1980 e 1990, e Giancarlo Fisichella, que guiou na Fórmula 1 de 1996 até 2009.

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