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Relatos de violência comprometem futuro do GP do Bahrein

Funcionários do circuito e jornalistas internacionais afirmam ter sofrido repressão do governo do país

iG São Paulo |

O futuro do GP de Bahrein na temporada de 2011 será decidido no dia 3 de junho, quando a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) determinará se a prova será remarcada para este ano. O circuito receberia a corrida de abertura do mundial, mas a prova foi adiada devido a instabilidades políticas no país.

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Enquanto os organizadores do GP de Bahrein tentam convencer o alto escalão da Fórmula 1 de que a situação no país está normalizada, ex-funcionários do circuito fazem declarações contrárias.

Uma reportagem do jornal britânico Financial Times traz nesta quarta-feira (24) a declaração de um dos trabalhadores da pista, afirmando que a família real do Bahrein reprimiu protestantes e que aproximadamente um quarto dos funcionários do Circuito Internacional de Bahrein teriam sido presos, suspensos ou demitidos. A fonte não quis se identificar por medo de retaliações.

“A polícia me dava tapas e me chutava enquanto me jogavam no chão. Um dos policiais colocou minha cabeça entre as suas pernas, me virou para o chão e então os espancamentos realmente começaram”, declarou o trabalhador.

O porta-voz do governo, Sheikh Abdulaziz bin Mubarak al-Khalifa, disse que os funcionários foram removidos por serem a favor do cancelamento da corrida: “As alegações são exageradas e sem fundamentos, para ganhar simpatia internacional”.

A notícia vem um dia depois do aparecimento de reportagens alegando que jornalistas estrangeiros têm sido alvo de violência no Bahrein. Segundo o Financial Times, Mazen Mahdi, fotojornalista de uma agência alemã, e Nazeeha Saeed, repórter da France24 e da Radio Monte Carlo, foram detidos por horas e questionados sobre suas reportagens. Os dois afirmaram que sofreram abusos durante a detenção antes de serem liberados.

“Eles me vendaram, me algemaram e então me bateram. Estavam reclamando que eu publiquei mentiras que prejudicavam a imagem do país”, contou Mahdi.

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