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Automobilismo
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Red Bull reacende polêmica do jogo de equipe. Relembre casos

Brasileiros já se envolveram em episódios deste tipo e aceitaram ser ultrapassados por companheiros

Mariana Gianjoppe, iG São Paulo |

No Grande Prêmio da Grã-Bretanha do último domingo (10), a Red Bull reacendeu uma discussão antiga dentro da Fórmula 1: o jogo de equipe. A poucas voltas do final da prova, a equipe enviou pelo rádio a ordem para Mark Webber não atacar Sebastian Vettel, líder do Mundial. O piloto australiano ignorou o pedido e, após a corrida, declarou que estava insatisfeito com a atitude da Red Bull, mobilizando apoiadores e críticos deste tipo de artifício.

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Getty Images
Webber persegue Vettel nas últimas voltas do GP da Grã-Bretanha, mas equipe pediu para pilotos manterem as posições


A polêmica é levantada justamente dias antes do GP da Alemanha, que na temporada passada foi palco de um episódio parecido envolvendo a Ferrari, uma das equipes mais conhecidas por executar esse tipo de manobra. Na ocasião, Felipe Massa liderava a corrida quando foi advertido em seu rádio: “Fernando é mais rápido do que você. Pode confirmar que entendeu a mensagem?”.

Pouco tempo depois, o brasileiro diminuiu o ritmo e foi ultrapassado pelo espanhol, que ainda estava na disputa pelo título. Após a prova, a escudeira italiana foi muito criticada e acabou multada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

Desde os primórdios

O jogo de equipe não é algo recente na F1. Faz parte da história da categoria desde seus primeiros anos. Na década de 50, por exemplo, quando o carro de um piloto quebrava, era permitido que outro competidor da escuderia “emprestasse” seu bólido, abrindo mão da prova. Como aconteceu, por exemplo, no GP da Inglaterra de 1957, em que Tony Brooks cedeu seu carro para Stirling Moss.

De lá pra cá não faltam exemplos marcantes deste polêmico artifício utilizado pelas escuderias. No GP da Austrália de 1998, o finlandês Mika Hakkinen, da McLaren, perdeu a liderança da prova devido a uma confusão na chamada para o pit stop. Mas seu companheiro de equipe, David Coulthard, que havia assumido a ponta, deixou Hakkinen ultrapassá-lo e vencer a corrida no fim da prova.

No mesmo ano, na Bélgica, a Jordan estava perto de conquistar sua primeira vitória na F1, com a dobradinha de Damon Hill e Ralf Schumacher. Quando Schumacher se aproximou de Hill, no entanto, a equipe pediu para que eles se mantivessem em suas posições, com medo de que um possível acidente tirasse ambos do pódio.

No início dos anos 2000 aconteceu o auge do jogo de equipe dentro da Ferrari, que tinha como pilotos Michael Schumacher e Rubens Barrichello. A corrida da Áustria de 2002 foi um símbolo desse período. Após largar na pole position e manter-se à frente em grande parte da prova, Rubinho recebeu a ordem de abrir para Michael Schumacher faltando poucos metros para a linha de chegada e cedeu a vitória para o líder do campeonato. O episódio motivou a FIA a proibir esse tipo de postura, que só voltou a ser legalizada na atual temporada.

Em 2008, a Renault foi além. No GP de Cingapura, o segundo piloto da equipe, Nelsinho Piquet, bateu seu carro para provocar a entrada do Safety Car e garantir a vitória de Alonso. Responsabilizados pela trama, o chefe da escuderia, Flavio Briatore, e o diretor geral de engenharia, Pat Symond, foram banidos da F1.
 

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