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Automobilismo
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Primeiro título americano na Fórmula 1 completa 50 anos

Triunfo foi conquistado por Phil Hill. De lá para cá, os Estados Unidos conquistaram somente mais um título na categoria

Mariana Gianjoppe, iG São Paulo |

Neste mês de setembro, os Estados Unidos comemoram 50 anos do primeiro título do país na Fórmula 1 e o único de um piloto nascido ali. O dono do feito é Phil Hill, que, em 1961, garantiu o troféu com uma prova de antecipação e marcou seu nome na história do automobilismo. De lá pra cá, apenas mais um norte-americano conseguiu repetir a façanha e ser campeão na categoria: Mario Andretti, em 1978 - com a ressalva de que Andretti nasceu em território italiano e se naturalizou americano.

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Apaixonado por carros desde a infância, Hill teve um início de carreira curioso. Pouco entusiasmado com a faculdade de administração que cursava na Califórnia, foi ser mecânico em uma oficina cujo dono participava de corridas amadoras. Não demorou muito para Hill comprar seu próprio carro e também começar a competir.

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Após a morte de seus pais, ele foi para a Europa em 1949, com 22 anos, participar de competições e, em 1956, fechou contrato com a Ferrari, se tornando o piloto oficial da escuderia italiana nas 24h de Le Mans. Dois anos mais tarde, finalmente teve a chance de estrear na F1, no Grande Prêmio da França, pela Maserati. No mesmo ano, assumiu a vaga de titular da Ferrari no decorrer da temporada por um motivo trágico: a morte de dois pilotos da equipe, Luigi Musso e Peter Collins.

Antes de Hill, a participação dos Estados Unidos na F1 se resumia basicamente as 500 milhas de Indianápolis, que fizeram parte do campeonato mundial de F1 de 1950 até 1960, mas que contavam com a participação de pilotos que não disputavam as outras provas da categoria, quase todos americanos. Dos poucos que correram de forma regular na F1 até então, destaque para Harry Schell, que competiu na categoria desde o primeiro ano (1950) até 1960, e Masten Gregory, que conseguiu um pódio e foi sexto colocado no Mundial de 57.

A chegada de Hill na F1 coincidiu também com a realização do primeiro Grande Prêmio dos Estados Unidos, em 1959, no circuito de Sebring, na Califórnia, e com um aumento significativo do número de americanos competindo, alcançando o recorde de 11, em 1960 - ano em que Hill venceu seu primeiro GP, na Itália.

No ano seguinte, em 1961, Hill corria ao lado de oito compatriotas. Faltando duas provas para o final do campeonato, tinha a sua frente na classificação apenas seu companheiro de Ferrari, Wolfgang von Trips. Em um trágico fim de semana na Itália, von Trips sofreu um acidente fatal durante a prova, provocando a morte de mais 15 torcedores. Foi nessa atmosfera fúnebre que Hill subiu ao lugar mais alto do pódio em Monza e garantiu seu único título na Fórmula 1.

Apesar da conquista, o incidente reafirmou dois tormentos que acompanharam Hill por toda sua carreira: o medo e a dúvida. A ponto de, em 1962, declarar que já não tinha mais a mesma vontade de vencer e que não queria mais arriscar sua vida. Hill deixou a F1 definitivamente em meados da década de 1960. Depois disso, ainda participou de corridas em outras categorias e nunca ficou distante do automobilismo. Morreu em 2008, com 81 anos.

Altos e baixos dos americanos na Fórmula 1

Enquanto a trajetória de Hill na F1 se encaminhava para o fim depois do título de 1961, a americana estava só começando. Em 1963, Richie Ginther terminou a temporada em terceiro e, quatro anos depois, venceu o GP do México. Depois dele, ainda vieram nomes importantes como Dan Gurney e Peter Revson. Mas o país só voltou ao seu auge com Mario Andretti – nascido em território italiano, mas naturalizado norte-americano – que entrou na categoria em 1968 para dez anos depois repetir o feito de Hill e se sagrar campeão.

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Campeão em 1978, Mario Andretti foi o último americano a vencer um GP na Fórmula 1
A F1 cada vez mais entrava nos Estados Unidos, que chegou a sediar três provas na temporada de 1982 – em Detroit, Las Vegas e Long Beach. No entanto, a quantidade de pilotos americanos decaía, voltando a números anteriores a Hill. Após a saída de Andretti, Eddie Cheever correu até 1989 (sua estreia foi em 1978, na Argentina) e, depois, Michael Andretti, filho de Mario, disputou a temporada de 1993, pela McLaren. Depois disso os Estados Unidos só voltaram a ter um piloto em 2006.

Enquanto isso, a Nascar, categoria mais famosa em solo norte-americano, ganhava cada vez mais espaço, tornando-se a queridinha dos americanos e um dos esportes mais populares dos EUA. Além disso, a Fórmula Indy, com suas pistas ovais, conquistou o país na categoria de monopostos. Tendo que lutar com essas duas grandes concorrentes, a Fórmula 1 foi se afastando da potência mundial, mas sempre tendo como plano voltar ao país.

Sem Grandes Prêmios de 1992 a 1999, os Estados Unidos retornaram ao calendário da categoria em 2000, com a prova de Indianápolis. Em 2008, em meio à crise econômica mundial, a corrida em Indianápolis parou de ser realizada, devido aos altos gastos para o circuito e o baixo retorno financeiro. A participação decepcionante do americano Scott Speed pela Toro Rosso, nas temporadas de 2006 e 2007, também não ajudou a reacender a popularidade da categoria no país, sendo que a última vitória de um americano ainda é de Mario Andretti, na Holanda, em 1978.

Porém, em 2012, a Fórmula 1 terá mais uma chance de conquistar os americanos. O Circuito das Américas, em Austin, no Texas, está confirmado como parte do calendário da próxima temporada e é uma das grandes apostas da categoria para retomar sua lucratividade e conquistar novos mercados.
 

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