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Automobilismo
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Políticos britânicos pedem que a Fórmula 1 não vá ao Bahrein

Parlamentares escreveram uma carta aberta à FIA alertando para a crise política que continua no país

iG São Paulo |

Nesta quinta-feira (9), políticos do Reino Unido alertaram a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para que reconsidere a decisão de manter o Grande Prêmio do Bahrein no calendário da Fórmula 1.

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A prova está agendada para o dia 22 de Abril, mas, por causa da instabilidade política na região, a categoria sofre pressão para que o evento seja cancelado, como aconteceu no ano passado.

Enquanto os chefes da Fórmula 1 estão imóveis quanto à situação no Bahrein, o assunto voltou a ter destaque na mídia essa semana após um britânico ter sido atacado perto da cidade de Manama, capital do país. Membros da Câmara dos Lordes, órgão do parlamento britânico, escreveram uma carta aberta ao jornal The Times para deixar clara sua visão sobre a situação.

"Nós observamos com preocupação a decisão da a Fórmula 1 de manter a corrida no Bahrein agendada para abril”, escreveram.

"A crise política contínua no Bahrein é uma fonte de instabilidade na região do Golfo e a falta de qualquer movimento rumo à reconciliação política preocupa aqueles que desejam ver o Bahrein andar na direção de uma maior responsabilidade democrática”, acrescentaram.

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Depois de explicarem que esperavam que a Comissão Independente de Inquérito do Bahrein fosse ajudar a acalmar a situação, disseram que, na realidade, aconteceu o oposto.

"Em dois meses vimos um entrincheiramento das posições de ambos os lados, com o risco de vozes mais extremas passarem a ditar o progresso do conflito. Com a terrível situação atual, com protestos diários e morte de mais civis, não acreditamos que esse seja o momento certo para a Fórmula 1 voltar ao Bahrein”, pontua a carta.

"Até que sejam tomadas medidas corretas para a reforma dos processos eleitorais, penais e judiciais, observadores internacionais, bem como a população do Bahrein, devem ter pouca confiança de que o país está no caminho para a reforma e estabilidade política. Pedimos à FIA que reconsidere sua decisão de manter a corrida”, concluíram os membros da Câmara dos Lordes.

Até o mês passado, no entanto, Bernie Ecclestone, chefe da F1, parecia não se importar com a crise no país do Golfo, tendo declarado ao jornal austríaco Salzburger Nachrichten que estava confiante na volta do GP do Bahrein. "Todo mundo fala muito sobre esta parte do mundo, mas Bahrein é o país árabe onde há o menor número de problemas", disse na ocasião.
 

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