Paul Hembery, diretor esportivo da empresa, afirmou que é impossível prever o resultado no circuito

Após críticas antes e durante o Grande Prêmio de Mônaco , a Pirelli não quer delimitar como será o comportamento de seus pneus na próxima etapa da temporada, no Canadá, no dia 12 de junho. Por conta das características do circuito, o diretor de esportes a motor da fábrica italiana, Paul Hembery, sabe que ainda não é possível prever o desempenho do seu produto na prova canadense.

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O dirigente afirmou nesta terça-feira (31) que os pneus a serem levados para Montreal serão os mesmos vistos em Monte Carlo, macios e supermacios. No entanto, garantiu que a degradação dos compostos não será a mesma vista em Mônaco.

"Os pneus são uma coisa estranha. Se eles são muito duros, não proporcionam aderência, mas podem rodar muito mais rápido. O motivo pelo qual utilizamos os macios e supermacios é porque pediram por mais aderência. Se você usar os duros, você reduzirá esses problemas. Eu sei que é estranho e todos pensam que em Montreal eles serão acentuados, mas não vão", contou.

"Nós (Pirelli) nunca estivemos lá. Eu tenho uma boa ideia do circuito, já estive lá, andei por ele mas não posso fazer nenhuma previsão. Precisaremos ver como as coisas vão acontecer depois do primeiro treino. É impossível prever", explicou.

Hembery admitiu que foi difícil acompanhar a prova em Mônaco, por se tratar da primeira vez que os pneus supermacios estavam sendo utilizados pelas equipes. No entanto, revelou que o retorno dado pelos pilotos e engenheiros foi positivo.

"Tenho que dizer que foi intrigante para a gente sentar e assistir. Provavelmente a mais intrigante até aqui. Tivemos um retorno muito bom. Os fãs britânicos foram muito receptivos, mas as pessoas não gostaram da bandeira vermelha e da troca de pneus. Essa foi uma coisa que deixou os fãs intrigados", contou.

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