Chefe da Mercedes é contra o adiamento da prova em função da remarcação da corrida no Bahrein

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) está considerando adiar o Grande Prêmio da Índia para o dia 11 de dezembro, para assim permitir o retorno do GP do Bahrein ao calendário da F1 (a prova foi cancelada no começo do ano por instabilidades políticas no país). Para Ross Brawn, chefe da Mercedes, a mudança no calendário é “totalmente inaceitável”.

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“Nosso pessoal está trabalhado desde janeiro. Não temos mais equipes de testes, então os mesmos funcionários estão trabalhando desde o começo do ano e estamos pedindo para trabalharem até dezembro, o que significa que não haverá tempo para férias antes do Natal, e eles teriam de voltar a trabalhar já em janeiro", afirmou.

O chefe da escuderia acrescentou: “Pessoalmente acho que é inaceitável e já falamos isso para Ecclestone, ele sabe a nossa opinião. Se continuarmos com esse tipo de abordagem teremos problemas, porque não podemos esperar que nosso pessoal trabalhe nesse ambiente e nessa situação, então penso que é totalmente inaceitável”.

No entanto, Bernie Ecclestone, chefe da FIA, quer que a corrida do Bahrein aconteça. Ele acredita que, se puderem assegurar a segurança de todos os envolvidos, a corrida deve ser remarcada.

“Se lá existe paz e eles estão felizes, nós estaremos felizes em nos comprometermos e fazermos as coisas acontecerem para eles”, declarou o chefe da F1 em entrevista à CNN . “Acho que as equipes estão contentes. Se é seguro e tudo está bem, então as equipes estarão felizes em dar suporte à isso”, concluiu.

O prazo para a decisão final da FIA sobre o GP do Bahrein é nessa sexta-feira, 3 de Junho, no encontro do Conselho Mundial de Automobilismo, em Barcelona.

Brawn acredita que as equipes devem esperar a decisão antes de tomar alguma atitude: "As equipes têm oportunidade de se pronunciarem. Existem processos em que podemos nos envolver e tentar resolver isso. Precisamos esperar e ver o que acontece no encontro do Conselho antes de começarmos a lidar com esse problema”. “Não estamos muito animados quanto a isso, mas as pessoas importantes sabem nossa opinião”, concluiu.

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