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Automobilismo
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Para ex-pilotos da F1, Red Bull manterá domínio com novas regras

Pizzonia, Bernoldi e Zonta acreditam que restrição do difusor aquecido não vai ameaçar a liderança de Vettel

Mariana Gianjoppe, iG São Paulo |

No Grande Prêmio da Grã-Bretanha, no dia 10 de julho, serão testadas pela primeira vez juntas as duas alterações no regulamento da Fórmula 1 determinadas no meio da atual temporada pela FIA. Em Valência, no último domingo (26), as equipes foram proibidas pela primeira vez de ajustar o mapeamento do motor entre o classificatório e a corrida.

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Mas em Silverstone acontecerá a mudança mais polêmica: a restrição dos difusores aquecidos (veja como funcionam as alterações na tabela). A visão geral no paddock é de que as medidas foram tomadas na tentativa de frear o desempenho da Red Bull, líder isolada do Mundial. Mas será que é possível parar a equipe taurina e Sebastian Vettel?

Na opinião de Antonio Pizzonia, que correu na F1 entre 2003 e 2005, a Red Bull não será mais prejudicada do que qualquer outra equipe. “Com certeza vai afetar a Red Bull, mas vai afetar as outras equipes também, portanto isso não significa que a disputa será mais equilibrada. Não acho que a diferença vá cair”, afirmou.

Enrique Bernoldi, também ex-piloto de F1 e atualmente na GT1, concorda com Pizzonia e ainda ressalta a capacidade de Sebastian Vettel. “A Red Bull tem um piloto campeão mundial, que vai saber lidar com essa situação”, afirmou. “Acho difícil alguém tirar o título de Vettel”, concluiu Bernoldi.

Divulgalção
Enrique Bernoldi acha que é muito difícil alguém tirar o título de Vettel
Dentro da escuderia, porém, as opiniões divergem. Christian Horner, chefe da equipe, e Sebastian Vettel acreditam que a restrição do difusor aquecido não será muito prejudicial a eles. Helmut Marko, conselheiro da Red Bull, discorda. Para ele, Vettel e Mark Webber podem perder até meio segundo por volta por conta da mudança.

O projetista da equipe, Adrian Newey, também mostrou preocupação com a restrição e afirmou que o carro para 2011 foi todo desenhado em torno do escapamento. Alheias às dúvidas da Red Bull, McLaren e Ferrari veem nas mudanças a esperança derradeira para equilibrar o campeonato.

Aliás, o equilíbrio parece ser também o objetivo da FIA, que recebeu muitas críticas por fazer as alterações no meio da temporada, ao invés de esperar pelo seu término. Ricardo Zonta, que esteve no meio da F1 entre 1999 e 2007, porém, acha que a decisão da entidade é correta. “Quando mudam uma regra no meio do ano é sinal de que algo está errado. Algumas equipes ultrapassaram o limite das regras com o difusor aquecido e a entidade achou perigoso e ilegal, por isso impôs novos limites”.

Mas Zonta também acredita que as mudanças dificilmente mudarão o panorama geral do Mundial. “Do jeito que está agora, dificilmente as novas regras mudarão a ordem de forças da F1”, concluiu.

EFE
Novas regras não foram suficientes para deter Vettel em Valência

No GP da Europa, nada mudou

Antes da corrida em Valência, no último domingo (26), muitos creditavam a superioridade da Red Bull nos treinos classificatórios – a equipe tinha conquistado a pole em todas as etapas até então – ao uso do mapa de motor com potencial máximo nos treinos, a fim de impulsionar o desempenho do carro em uma única volta. Nas provas, porém, a equipe reverteria o mapa para uma configuração mais segura.

A implementação da nova regra, no entanto, não surtiu efeito no GP da Europa. Vettel e Webber fizeram dobradinha no treino classificatório e, na corrida, o alemão garantiu a vitória com tranqüilidade. O australiano chegou na terceira colocação.

Confira como funcionam as mudanças:

Mapeamento do motor
Como era: equipes podiam fazer alterações no mapeamento entre o treino classificatório e a corrida.

Como fica: equipes estão proibidas de alterar o mapeamento entre o classificatório e a corrida.

Por que a FIA mudou ? Para prevenir que as equipes usem um mapeamento de motor no treino classificatório com potencial máximo– como um que produza mais gases de exaustão ou queime mais combustível – e façam a reversão para uma configuração mais segura para o dia da corrida.

Difusor Aquecido
Como era: o ar solto pelo escapamento é mandado diretamente para o difusor, aumentando assim a pressão aerodinâmica do carro. Atualmente, mesmo sem aceleração, o processo continua a ser realizado normalmente.

Como fica: a partir de agora, com o carro desacelerado, a eficácia do processo ficará restrita a apenas 10% de sua capacidade total. Em 2012, a FIA pretende eliminar totalmente o uso aerodinâmico do escapamento.

Por que a FIA mudou? Para a entidade, as equipes estão utilizando o sistema de exaustão para influenciar as características aerodinâmicas do carro. Isso viola o artigo 3.15 do regulamento técnico, que diz que "qualquer sistema, dispositivo ou procedimento no carro que utilize algum movimento do piloto como um meio de alterar as características aerodinâmicas do carro é proibido".

Leia tudo sobre: Red BullF1Mapeamento do motordifusor aquecido

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