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No ano do tri, Senna foi segundo na Itália em prova emocionante

Nigel Mansell ganhou a corrida em Monza, mas a vantagem do brasileiro no Mundial continuou grande

iG São Paulo |

Getty Images
Ayrton Senna durante o final de semana do GP de San Marino de 1991
A temporada de 2011 da Fórmula 1 vai chegando a sua reta final. Neste domingo (11), às 9h (Brasília), acontece a 13ª etapa do ano, na Itália, no tradicional circuito de Monza. Dando sequência ao especial de 20 anos do tricampeonato de Ayrton Senna, o iG conta como foi a prova nesta mesma pista em 1991 - relembre também os GPs de Austrália, Espanha, Mônaco, Canadá, Inglaterra, Alemanha, Hungria e Bélgica.

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Naquele ano, a corrida italiana foi a 12ª do calendário. Senna sustentava uma boa distância na liderança do campeonato, tendo vencido seis provas até então. Faltando cinco GPs para o final, e com 22 pontos de vantagem sobre Nigel Mansell, o brasileiro tinha como maior preocupação administrar essa diferença para assegurar o título.

A prova em Monza teve emoção garantida pelo show de ultrapassagens envolvendo Senna e as Williams de Mansell e Riccardo Patrese, que ainda acreditavam na conquista do campeonato. A vitória ficou com Mansell, mas, mesmo sem vencer, o brasileiro da McLaren somou seis importantes pontos no caminho para o tri.

A corrida ainda teve outro destaque para o automobilismo brasileiro: Nelson Piquet completava seu 200º GP na categoria.

Conheça a história do GP da Itália de 1991

O fim de semana em Monza começou bem para Senna. O piloto da McLaren fez a volta mais rápida do treino classificatório, alcançando sua sétima pole position do ano. Atrás dele ficaram Mansell, Gerhard Berger, Patrese, Alain Prost, Jean Alesi e o impressionante Michael Schumacher – que estreava na Benetton em sua segunda corrida na F1, após negociações controversas que tiraram Roberto Pupo Moreno da escuderia.

Na corrida do dia 8 de setembro, Senna largou bem e se manteve na frente até a metade da prova, mas sem conseguir abrir distância das Williams de Mansell e Patrese. O italiano foi destaque da primeira parte do GP. Primeiro deixou Berger para trás e depois ultrapassou seu companheiro de equipe. Na segunda colocação, Patrese foi para cima da McLaren de Senna e, na 26ª volta, realizou uma manobra bem sucedida para tomar a ponta.

Porém, já na volta seguinte, o italiano rodou e teve de abandonar a prova. A disputa então ficou por conta de Senna e Mansell. O brasileiro tentou se defender a todo custo dos ataques do britânico, mas acabou cedendo a posição no 34º giro.

Além de perder a ponta, Senna danificou os pneus em uma forte freada durante a perseguição e teve que ir para os boxes, contrariando a estratégia da maioria dos pilotos de não trocar os pneus.

Com a parada, o brasileiro voltou em quinto e teve de buscar na pista cada uma das posições perdidas. De olho na tabela do campeonato, o brasileiro acelerou, marcou a volta mais rápida da prova e não economizou ultrapassagens. Sua primeira vítima foi Schumacher, que ficou para trás na entrada para a chicane Ascari. Em seguida, em uma manobra na curva 1, Senna tomou a terceira posição de Berger. A ultrapassagem para os seis pontos foi justamente sobre seu arqui-rival Alain Prost, na freada para a segunda chicane.

Apenas Mansell cruzou a linha de chegada antes de Senna. A vitória e a boa apresentação reacenderam o ânimo do britânico, que diminuiu a diferença na classificação para 18 pontos. Mas Senna já não precisava mais vencer para ser campeão.

Michael Schumacher terminou a corrida em quinto, marcando os primeiros pontos de sua carreira na F1. Nelson Piquet também pontuou em seu 200º GP, chegando em sexto.

Confira a programação do Grande Prêmio da Itália de 2011

Sábado, 10 de setembro
3º treino livre: 6h
Classificatório: 9h

Domingo, 11 de setembro
Corrida: 9h

 

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