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No ano do tri, Senna foi quarto e 'pegou carona' em Silverstone

Na continuação do especial de 20 anos do tricampeonato de Senna na F1, o iG conta como foi o GP da Inglaterra em 1991. Relembre

iG São Paulo |

Neste domingo (10) acontece o Grande Prêmio da Inglaterra, em Silverstone, pela nona etapa da temporada da Fórmula 1. Dando sequência ao especial de 20 anos do tricampeonato mundial de Ayrton Senna, o iG conta a história da corrida britânica em 1991 – confira como foram os GPs na Austrália, na Espanha, em Mônaco e no Canadá.

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O GP da Inglaterra foi a oitava etapa da temporada de 1991. Das sete primeiras corridas, Senna havia vencido quatro e subido ao pódio em seis – o brasileiro não ficou entre os três primeiros apenas no Canadá, onde abandonou por problemas no carro.

Em Silverstone, tudo se encaminhava para mais um pódio de Senna, que ocupava a segunda colocação até a última volta. Mas, nos metros finais da pista inglesa, a McLaren do piloto ficou sem combustível. Por ter completado 58 das 59 voltas, o brasileiro ainda ficou com a quarta colocação. O incidente foi responsável por imortalizar umas das cenas mais marcantes da história da Fórmula 1: Senna pegando uma ‘carona’ no carro de Nigel Mansell, vencedor daquela prova.

Conheça a história do GP da Inglaterra de 1991

No embalo de sua primeira vitória na temporada conquistada no GP anterior, na França, Nigel Mansell fez o melhor tempo do classificatório e garantiu a pole position. Senna, que havia feito quatro poles no ano, confirmou sua boa fase nos sábados e ficou logo atrás do rival da Williams.

Getty Images
Ayrton Senna assumiu a liderança do Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 1991 na largada

A disputa entre os dois foi grande na largada, quando Senna ultrapassou o rival com uma bela manobra pela direita. Mas, ainda na primeira volta, Mansell deu o troco no brasileiro e reassumiu a ponta, para delírio da torcida britânica.

Ainda no giro inicial, o outro piloto da Williams, Riccardo Patrese, que ocupava a terceira colocação no Mundial, sofreu toque na traseira de seu carro e abandonou a prova, o que selaria a briga pelo título entre Senna e Mansell até o fim da temporada.

Jean Alesi e Alain Prost, na Ferrari, largaram na terceira fila e, com a escuderia italiana em má fase, nada puderam fazer a fim de parar Mansell ou Senna. Na Benneton, Nelson Piquet havia largado na oitava posição e não ameaçava os pilotos do pelotão frontal.

Após a briga na largada e na primeira volta, Mansell conseguiu se distanciar e venceu a prova com tranquilidade. A mesma calmaria não teve Senna, que manteve a segunda posição até o giro final. Mas, no finalzinho da corrida, uma pane seca parou a McLaren do brasileiro.

Com isso, Gerhard Berger, companheiro de Senna, cruzou a linha de chegada em segundo e o ferrarista Alain Prost, que viu o pódio cair em seu colo, foi o terceiro. Como já tinha marcado 58 voltas, Senna ainda garantiu a quarta colocação e conquistou três pontos, metade do que marcaria se ficasse em segundo. Piquet ficou uma posição atrás.

Depois de sair do carro, Senna, longe do paddock, aproveitou que o vencedor da prova encostou ao seu lado para subir na lataria de seu carro e pegar uma carona com Mansell. O britânico comportou o brasileiro atrás do cockpit e recebeu dois tapinhas no capacete antes de partir e continuar acenando para o público. Um funcionário da prova até tentou coibir a ação de Senna, mas já era tarde. O brasileiro o afastou e seguiu de carona com o britânico para protagonizar uma das cenas mais tradicionais da Fórmula 1.

A prova serviu para apimentar a briga pelo título da temporada, pois era o segundo triunfo consecutivo do britânico da Williams, que baixou de 25 para 18 a diferença no Mundial de Pilotos.

Reprodução
Senna pega carona no carro de Mansell, cena clássica da Fórmula 1

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