Tamanho do texto

Brasileiro ficou sem combustível no fim, mas antes tirou o francês da prova. Veja como foi o GP no especial de 20 anos do título

Neste domingo (24), a Fórmula 1 chega à Alemanha para a décima etapa da temporada, que será disputada no circuito de Nurburgring . Em continuação ao especial dos 20 anos do tricampeonato de Ayrton Senna, o iG conta a história do Grande Prêmio alemão de 1991 – veja também como foram as corridas daquele ano na Austrália , na Espanha , em Mônaco , no Canadá e na Inglaterra .

Siga o iG Automobilismo no Twitter

O GP da Alemanha daquele ano foi realizado no circuito de Hockenheim, sendo o nono da temporada. Após quatro vitórias consecutivas nas quatro primeiras provas, Senna não vencia desde a corrida de Mônaco.

E a situação do brasileiro não melhorou em território alemão: Senna ficou sem combustível na última volta, não pontuou e viu Nigel Mansell vencer sua terceira prova consecutiva, aproximando-se na disputa pelo Mundial de Pilotos.

A corrida também foi marcada por mais um capítulo da rivalidade entre Senna e seu ex-companheiro de equipe, Alain Prost.

Conheça a história do GP da Alemanha de 1991

Apesar de ter largado na pole position e vencido no circuito de Hockenheim nos três anos anteriores, Senna não se classificou em primeiro para a corrida de 1991. A prova do dia 28 de julho tinha o carro de Nigel Mansell na ponta do grid de largada, dividindo a primeira fila com a McLaren do brasileiro.

O piloto britânico da Williams, que vinha de duas vitórias, na França e na Inglaterra, logo disparou na frente. Já Ayrton foi ultrapassado na largada por seu companheiro de equipe, Gerhard Berger. O francês Alain Prost vinha logo atrás, seguido por Riccardo Patrese e Jean Alesi.

Após a primeira rodada de pit stops, Mansell precisou ultrapassar Alesi para recuperar a liderança e, mais atrás, teve início uma disputa acirrada pela terceira posição, que culminou com a ultrapassagem de Patrese sobre Prost e Senna.

Foi então que a F1 presenciou mais um episódio da rivalidade entre os ex-companheiros de equipe. Prost vinha se aproximando de Senna, quando, na 37ª volta, tentou forçar uma ultrapassagem na primeira chicane. O brasileiro não deu espaço ao ferrarista, que se viu obrigado a ir para a área de escape e, em seguida, abandonou a prova.

Após a corrida, o francês culpou Senna e mais uma vez reclamou de sua agressividade na pista. “Se encontrar com ele de novo na mesma situação, irei jogá-lo para fora”, disse Prost.

Indiferente ao incidente, Mansell não teve problemas para vencer o GP da Alemanha pela primeira vez em sua carreira. Riccardo Patrese, também da Williams, terminou em segundo e Jean Alesi, em terceiro. Já Ayrton foi vítima do mesmo problema que havia vivenciado na etapa da Inglaterra : ficou sem combustível na última volta.

Nigel Mansell, Riccardo Patrese e Jean Alesi comemoram no pódio do GP da Alemanha de 1991 e levam banho de champagne de Jean-Marie Balestre
Reprodução
Nigel Mansell, Riccardo Patrese e Jean Alesi comemoram no pódio do GP da Alemanha de 1991 e levam banho de champagne de Jean-Marie Balestre

O brasileiro acabou classificado em sétimo e não pontuou. Com isso, viu sua liderança no campeonato, que já havia sido de 25 pontos, cair para apenas oito pontos sobre Mansell. Além disso, a dobradinha da Williams colocou a equipe pela primeira vez na frente no Mundial de Construtores daquela temporada, com um ponto a mais que a McLaren.

A partir daquele dia, no entanto, Senna conseguiu mais três vitórias, três segundos lugares e só ficou fora do pódio uma vez, encerrando o ano com uma diferença de 24 pontos para o segundo colocado e conquistando seu terceiro e último título mundial.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.