Em homenagem aos 30 anos do primeiro título de Piquet na F1, o iG conta a história daquela temporada prova a prova. Relembre

Em homenagem aos 30 anos do primeiro título de Nelson Piquet na Fórmula 1 , o iG faz durante todo o ano uma série de entrevistas e matérias especiais sobre a conquista de 1981– confira entrevistas com Mario Andretti , Héctor Rebaque e Chico Serra .

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Nesta matéria, é contada a história de toda aquela temporada, prova a prova. O brasileiro teve como principal rival o argentino Carlos Reutemann. Os dois pilotos brigaram pelo título até a última corrida, em Las Vegas, onde Piquet levou a melhor.

Carlos Reutemann, principal rival de Piquet em 1981
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Carlos Reutemann, principal rival de Piquet em 1981

Confira como foi a temporada de 1981

Largar em quarto, ver o rival sair na pole e precisar chegar na frente dele para ser campeão. A última corrida de 1981, em Las Vegas, resume bem como foi a temporada do primeiro título de Piquet na Fórmula 1. O brasileiro sempre esteve em desvantagem com relação a Reutemann e assumiu a liderança do Mundial apenas após a última corrida.

Piquet começou a temporada pontuando, mas de maneira discreta. Após largar na quarta colocação no Grande Prêmio dos Estados Unidos, o piloto contou com o abandono de Riccardo Patrese, que saiu na pole, para chegar em terceiro e subir ao pódio. Resultado que não se repetiu em casa. No GP do Brasil, prova que Piquet venceria pela primeira vez apenas em 1983, o brasileiro terminou apenas na 12ª posição.

Com isso, o australiano Alan Jones, campeão mundial em 1980, e Reutemann, que venceu o GP do Brasil, dispararam na liderança do Mundial. Cada piloto da Williams já somava 15 pontos após as duas primeiras corridas, contra quatro de Piquet, terceiro colocado. Mas a reação do brasileiro não demorou a começar.

Na Argentina, terceira prova da temporada, os carros da Brabham instalaram uma saia lateral móvel, solução desenvolvida pelo projestista Gordon Murray. A inovação ajudou Piquet a dominar o fim de semana, fazendo a pole, vencendo e devolvendo a vitória que Reutemann havia assegurado em sua casa.

Em San Marino, Piquet começou a demonstrar sua sorte de campeão. Após largar em quinto, o brasileiro fez boa prova e caminhava para terminar a corrida em segundo. Mas um problema mecânico na Ferrari de Didier Pironi tornou o carro uma presa fácil para a Brabham de Piquet. A segunda vitória seguida colocou o piloto a apenas três pontos de Reutemann.

A corrida seguinte, na Bélgica, foi marcada por um episódio triste. Durante os treinos livres, o mecânico Giovanni Amadeo, da equipe Osella, tropeçou e acabou atropelado por Reutemann, que nada pode fazer para desviar. Amadeo morreu alguns dias depois.

Na prova, esperava-se um grande duelo, já que Reutemann largou em primeiro e Piquet completou a primeira fila. Logo no início, com muita chuva, o brasileiro ultrapassou o argentino. Porém, na décima volta, um acidente tirou o piloto da Brabham da disputa, abrindo caminho para nova vitória do argentino. Aquele, porém, seria o último triunfo do piloto da Williams na história da Fórmula 1.

As duas corridas seguintes, em Mônaco e na Espanha, foram vencidas pelo canadense Gilles Villeneuve. Piquet não marcou um ponto sequer nas provas, e viu Reutemann, quarto colocado em Jarama, colocar 15 de vantagem sobre ele.

No Grande Prêmio da França, Piquet chegou a esboçar uma reação chegando na terceira colocação, com seu rival em décimo. Porém, em Silverstone, a situação se inverteu: Reutemann acabou em segundo, e foi o brasileiro que não pontuou após abandonar logo na 11ª volta por conta de um pneu furado. A esperança diminuía, já que o argentino estabelecera ali o placar de 43 x 26 no Mundial.

Carlos Reutemann, principal rival de Piquet em 1981
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Carlos Reutemann, principal rival de Piquet em 1981
Reação de Campeão

Na Alemanha aconteceu o cenário perfeito para que Piquet entrasse na briga pelo título novamente. O brasileiro largou apenas em sexto, mas viu o Reutemann, que saiu em terceiro, abandonar na 27ª volta por conta de problemas no motor. A saída do argentino serviu de combustível para Piquet vencer em Hockenheim e diminuir a diferença para oito pontos.

Nos quatro GPs seguintes (Áustria, Holanda, Itália e Canadá), nenhum dos dois venceu. O brasileiro foi ao pódio duas vezes – terceiro na Áustria e segundo na Holanda. O melhor resultado do argentino neste período foi o terceiro lugar na Itália. Deste modo, o roteiro para a corrida final não poderia ser melhor: Reutemann chegaria a Las Vegas, palco da última corrida do ano, com 49 pontos, contra 48 de Piquet.

A Williams foi mais rápida durante os treinos, e Reutemann garantiu a pole no sábado. Enquanto isso, Piquet largou apenas na quarta posição. Porém, logo nos primeiros metros, o argentino caiu para quarto, enquanto o brasileiro apareceu em quinto. Começou a batalha direta pelo campeonato. Melhor para Piquet, que conseguiu passar o rival na 17ª volta.

Mais tarde, Reutemann teve problemas no câmbio e não conseguia trocar de marchas nem usar a quarta corretamente. O argentino tornou-se presa fácil para os rivais e acabou a corrida em 8º. Com isso, Piquet precisava apenas terminar entre os seis primeiros para pontuar. O brasileiro ainda seria ultrapassado por Nigel Mansell e perderia a quarta posição, mas o quinto lugar foi suficiente para que ele se tornasse o dono da temporada 1981 da F1.

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