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Mal no ano, Webber rejeita ajuda da Red Bull para lutar pelo vice

Escuderia é favorável ao jogo de equipe para facilitar a vida do australiano, que se mostra contra a estratégia

iG São Paulo |

A Red Bull já mostrou em 2011 que é a favor dos jogos de equipe. No Grande Prêmio da Grã-Breanha, a escuderia tentou interferir em briga por posição entre seus pilotos, Sebastian Vettel e Mark Webber. O australiano não deu atenção ao pedido, tentou ultrapassar seu companheiro, mas não conseguiu sucesso.

Leia também: Mark Webber acha que punição a Felipe Massa foi exagerada

Agora, com o título de Vettel e de Construtores já garantidos para a Red Bull, resta apenas a definição do vice-campeonato da temporada. E a equipe já deu declarações de que fará o que for possível para Webber ficar com o posto. Mesmo Vettel fez coro ao desejo da escuderia e disse que, se for preciso, ajudará o companheiro.

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O único contra essa estratégia é Webber. O australiano, que hoje ocupa a quarta colocação no Mundial de Pilotos, tem afirmado com veemência que dispensa qualquer tipo de ajuda da equipe. “Nosso time falou muito sobre isso (jogo de equipe), mas ninguém ouviu nada de mim. Eu não quero nenhuma posição de Sebastian”, disse antes do GP da Índia do último domingo (30).

Com essa postura, o vice-campeonato fica bem distante do australiano – com 19 pontos atrás de Jenson Button, vitórias são fundamentais para o piloto da Red Bull lutar pelo posto. De qualquer forma, a atitude de Webber gerou elogios de diversos ex-pilotos, que são contra o jogo de equipe e apóiam a decisão de Webber.

Com uma temporada abaixo do esperado (Webber não conseguiu nenhuma vitória, enquanto Vettel subiu ao lugar mais alto do pódio 11 vezes), a verdade é que o australiano não consegue sequer ficar próximo de seu companheiro. Nas duas últimas provas, mesmo com o título já garantido, Vettel conquistou duas vitórias, enquanto Webber ficou com um terceiro e um quarto lugar – impossibilitando na pista qualquer chance de jogo de equipe.

Vitórias de “presente” são comuns em fim de temporada

Mesmo que não fique com o vice-campeonato, Webber poderia ganhar de presente uma vitória da equipe por conta de sua contribuição ao longo da temporada. Essa não é uma atitude incomum na Fórmula 1. Pilotos brasileiros já vivenciaram casos como esse.

Getty Images
No Grande Prêmio do Japão de 1991, na prova em que se sagrou tricampeão, Ayrton Senna deixou Gerhard Berger passar
Em 1991, ano do tricampeonato de Ayrton Senna, o ídolo brasileiro deixou seu companheiro de McLaren, Gerhard Berger, ultrapassá-lo na última curva no GP do Japão. Foi justamente naquela prova, penúltima da temporada, que Senna se tornou campeão mundial pela terceira vez.

Como Mansell, maior concorrente ao título, abandonou a corrida japonesa, a situação ficou tranquila para Senna. Com isso, a poucas voltas do final, o brasileiro recebeu um recado de Ron Dennis pelo rádio, pedindo para ele entregar a vitória a Berger. Mesmo a contragosto, o piloto brasileiro reduziu a velocidade e permitiu a ultrapassagem do austríaco na última curva, poucos metros antes da bandeirada. Foi a primeira vitória de Berger em dois anos na McLaren.

Rubens Barrichello também já recebeu um triunfo de lambuja de Michael Schumacher, em 2002. Mas a situação era diferente da de Senna. Isso porque, durante a temporada, Rubinho já tinha dado uma vitória ao alemão, favorito com destaque ao título – o que, na época, gerou muita polêmica.

O alemão devolveu o presente na penúltima etapa, em Indianápolis. Foi a quarta vitória de Rubinho na temporada e quinta na carreira. Foi também a primeira vez desde 1993 que um brasileiro terminou o ano na vice-liderança da F1.

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