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Jovem superou o colega em 15 de 22 corridas; história mostra campeões que voltaram com sucesso e fracasso

Desde que voltou à Fórmula 1 em 2010, após três anos parado, Michael Schumacher não conseguiu nem de perto lembrar o piloto sete vezes campeão do mundo. Colecionador de recordes – tem o maior número de vitórias, pole positions, pódios e títulos na categoria –, o alemão teve de se acostumar a uma realidade bem diferente.

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Em 22 provas realizadas pela equipe Mercedes até agora, Schumacher não subiu ao pódio nenhuma vez. Teve como melhor resultado o quarto lugar em três Grande Prêmios (Turquia, Coreia do Sul e Espanha) e conquistou apenas 78 pontos. Mas o que mais impressiona em seu retorno é a comparação com seu companheiro de equipe, Nico Rosberg.

Schumacher nunca havia perdido um temporada completa para companheiro
Getty Images
Schumacher nunca havia perdido um temporada completa para companheiro

No campeonato passado, o heptacampeão ficou atrás de um parceiro de escuderia após disputar uma temporada completa pela primeira vez em sua carreira. Apenas em 1991, quando entrou com o Mundial já em andamento, e em 1999, ano em que sofreu grave lesão que o tirou de sete corridas, o alemão havia marcado menos pontos do que um companheiro.

Das 19 provas realizadas na temporada passada, Rosberg terminou à frente de Schumacher em 14. A hegemonia do filho de Keke foi ainda maior nos classificatórios, com 15 grids superiores ao heptacampeão. O número de pontos do piloto de 25 anos foi quase o dobro do de Schumacher: 142 contra 72.

Em 2011, a situação não é muito diferente até agora. Nas três primeiras corridas do ano, Rosberg largou na frente em todas. Já nas provas o equilíbrio foi um pouco maior. Na Austrália, ambos abandonaram. No segundo Grande Prêmio, na Malásia, Schumacher conseguiu vencer seu companheiro e terminou na nona posição, três à frente de Rosberg. O troco veio na China. E em grande estilo: Nico foi quinto, enquanto o heptacampeão acabou na oitava colocação.

Michael Jordan e Alain Prost podem servir de inspiração

Ao desistir da aposentadoria e voltar a competir, Schumacher repetiu a trajetória de outros grandes nomes do esporte, que, após conquistarem títulos e pararem, retornaram na tentativa de acumular novos troféus.

Um caso de sucesso aconteceu com Michael Jordan. O maior jogador de basquete de todos os tempos deixou as quadras após ser tricampeão pelo Chicago Bulls, entre 1991 e 1993. Voltou aos Bulls em 1995, após breve experiência nos campos de baseball, e foi novamente tricampeão – de 1996 a 1998.

Na Fórmula 1, dois campeões conseguiram aumentar o número de títulos depois das paradas. Niki Lauda, que conquistou seu terceiro troféu na categoria em 1984, após não correr nos anos de 1980 e 1981, e Alain Prost, que já em seu primeiro ano de retorno, em 1993, sagrou-se tetracampeão da categoria.

Hingis e Hollyfield fracassaram no retorno

Há exemplos também de campeões que, após anunciarem a aposentadoria pela primeira vez, voltaram a competir e não tiveram sucesso. É o caso da tenista Martina Hings, que dominou o circuito feminino da ATP no final da década de 1990.

Após parar de jogar por conta de sucessivas lesões no início dos anos 2000, a suíça arriscou dois retornos. Em 2005, quando jogou até 2007, e uma breve tentativa em 2010. Os bons resultados, porém, não vieram em nenhuma das ocasiões.

Evander Holyfield é mais um caso de insucesso. O pugilista americano se afastou do esporte em 2004. Entre 2007 e 2008, voltou a treinar e tentou recuperar o título mundial por duas vezes. Foi derrotado em ambas. Atualmente, com 48 anos, Holyfield continua na ativa, sem grandes resultados.

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