Heptacampeão celebra marca no circuito em que iniciou e carreira e conquistou sua primeira vitória

Nesta semana, Michael Schumacher comemora 20 anos de sua estreia na Fórmula 1 em um palco marcante para ele: o circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, sede da próxima etapa da temporada 2011, no domingo (28) . A primeira prova do piloto mais velho do grid, 42 anos , no dia 25 de agosto de 1991, foi lá. Em Spa Schumacher conquistou também sua primeira vitória na F1, em 1992.

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Michael Schumacher é o piloto com maior número de títulos, vitórias e poles na Fórmula 1
Getty Images
Michael Schumacher é o piloto com maior número de títulos, vitórias e poles na Fórmula 1

Considerado um dos maiores atletas da história do esporte alemão , Schumacher é o piloto com mais recordes na Fórmula 1 . Ninguém tem mais títulos do que o heptacampeão, nem mais vitórias (91) ou pole positions (68).

Após correr pela estreante Jordan apenas na etapa belga de 1991 e atingir a melhor colocação de largada da equipe no ano, Schumacher chamou atenção da Benetton, equipe que o chamou para atuar pelo resto da temporada ao lado de Nelson Piquet . Em 1992, em sua primeira temporada completa, aos 23 anos, o heptacampeão já se destacou perante o seu companheiro, Martin Brundle. Venceu uma prova, conseguiu oito pódios e terminou o Mundial na terceira posição, à frente de Ayrton Senna e de Brundle.

No ano seguinte, dos 16 GPs disputados, o alemão abandonou sete, mas, em todos os outros que completou, subiu ao pódio. Em 1994, enfim, Schumacher levou o título do Mundial de Pilotos, feito repetido em 1995. Aí já conquistou seu primeiro recorde, de bicampeão mais jovem da história – marca batida por Fernando Alonso apenas 11 anos depois e prestes a ser superada por Sebastian Vettel neste ano .

Era Ferrari

Como consequência da conquista dos dois títulos mundiais consecutivos, o alemão foi para a escuderia que o consagrou de vez na categoria. A Ferrari contratou Schumacher em 1996 e a parceria, que durou onze temporadas, foi a mais bem sucedida da categoria. O heptacampeão tirou a maior escuderia da F1 de um jejum de duas décadas sem a conquista de uma taça de pilotos.

A partir de 2000, Schumacher engatilhou uma sequência de cinco títulos consecutivos e estabeleceu uma séria de recordes. Recuperado da lesão que o tirou de sete provas em 1999, o alemão triunfou em 53% das 17 corridas que atuou no ano seguinte e sagrou-se tricampeão do mundo.

Se em 2000 o alemão venceu com certa folga – 19 pontos à frente de Mika Hakkinen - em 2001, ao lado de Rubens Barrichello, o heptacampeão conquistou o tetracampeonato de maneira ainda mais elástica. David Coulthard, o vice-líder, não teve chance de superar o ferrarista e acabou a 58 pontos de distância do título.

Uma das marcas mais impressionantes da categoria foi conquistada por Schumacher em 2002. O ferrarista subiu ao pódio em todos os 17 GPs disputados naquele ano. O então pentacampeão venceu 11, ficou em 2º em cinco vezes e uma em 3º. Trata-se de um recorde de 84,7% de aproveitamento na temporada.

No ano seguinte, Schumacher confirmou seu favoritismo e se tornou o piloto com mais títulos da história da maior categoria do automobilismo. Com a conquista da taça de 2003, o alemão deixou o argentino Juan Manuel Fangio para trás com cinco campeonatos e sagrou-se hexacampeão do mundo.

Para não perder a hegemonia conquistada nas primeiras temporadas dos anos 2000, Schumacher faturou o heptacampeonato no ano de 2004 em grande estilo. Iniciou o Mundial com cinco vitórias consecutivas, abandonou a sexta etapa - em Mônaco - e aplicou mais uma sequência de sete vitórias. Com o recorde de piloto que mais liderou provas em uma temporada – 18 ao todo – o alemão conquistou seu sétimo título.

Aposentadoria e volta à Fórmula 1

Eis que na temporada seguinte, o alemão começou a perder espaço para Fernando Alonso e sua Renault e, no fim de 2006, anunciou sua aposentadoria. Fora das pistas, Schumacher não largou a vida dos motores. Atacou de dirigente da Ferrari e participou de algumas etapas como piloto de moto, mas sem sucesso. Após passar perto de um acerto com a escuderia de Maranelo no acidente de Felipe Massa em 2009 , o maior campeão da F1 firmou vínculo com a Mercedes para o Mundial de 2010.

Seu retorno, porém, não foi no mesmo nível do piloto com maior número de vitórias, poles, pódios e títulos na F1. Schumacher perdeu “de lavada” para o jovem Nico Rosberg em 2010 . O número de pontos do filho de Keke foi quase o dobro do de Schumacher: 142 contra 72. Das 19 corridas disputadas, o heptacampeão ficou atrás do companheiro em 14.

Neste ano, o quadro não é tão diferente. Rosberg tem 16 pontos de superioridade para Schumacher, que não tem conseguido exibir bons resultados e decepciona alguns fãs. Para Niki Lauda, um dos grandes nomes da F1 e incentivador do alemão à sua volta em 2010, o heptacampeão deveria repensar uma nova aposentadoria . “Todo esportista, se quer ter um desempenho alto como Schumacher no passado, tem que ser honesto consigo mesmo. Ele continua dizendo que precisa de mais tempo e 'blá blá blá'. E se diz um cara relaxado que está aproveitando e se divertindo com tudo. Mas você não vai para a Fórmula 1 por diversão", afirmou o austríaco.

Outro que se mostrou decepcionado com a volta do heptacampeão à F1 foi o chefão da categoria, Bernie Ecclestone. O britânico afirmou que está triste de ver o “super-homem” ausente da briga pelas primeiras posições. No entanto, o diretor da Mercedes, Norbert Haug, e o próprio Schumacher, garantiram que o alemão vai até o final de seu contrato com a atual escuderia , que termina no final da próxima temporada.

Boatos à parte, os fãs do piloto mais vitorioso da F1 têm pouco tempo para continuar assistindo ao alemão nas pistas e seguir “se divertindo”, como o heptacampeão tem afirmado em suas recentes declarações. O GP da Bélgica é uma das provas a serem brindadas, ao menos pelo passado de Schumacher, e o heptacampeão já prometeu até uma festa no paddock para comemorar a marca de 20 anos de sua estreia na categoria mais importante do automobilismo mundial.

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