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'Lendário', Nakajima diz ser impossível comparar Piquet a Senna

Ex-piloto japonês, que foi parceiro de ambos na Lotus, afirma que os estilos eram muito diferentes. Confira entrevista exclusiva

Lucas Pastore, iG São Paulo |

"Eu não era um oponente de verdade para Piquet e Senna", seguido de “risos”. Assim começa a entrevista exclusiva do bem-humorado Satoru Nakajima ao iG Automobilismo por e-mail. Por e-mail porque, mesmo depois de passar cinco temporadas em equipes britânicas da Fórmula 1, ele afirma não ter confiança em seu inglês para uma conversa por telefone.

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Entre 1987 e 1991, o japonês disputou campeonatos pela Lotus e pela Tyrrel e conquistou apenas 16 pontos. Desempenho que o deixa bem longe dos grandes nomes da história da Fórmula 1. Apesar disso, Nakajima sempre teve atenção especial dos fãs brasileiros. Isso porque ele foi companheiro tanto de Ayrton Senna quanto de Nelson Piquet. Ambos na Lotus.

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E exatamente por isso Nakajima sabe que não era páreo para a dupla brasileira. Em 1987, quando correu ao lado de Senna, o japonês marcou sete pontos, contra 57 do tricampeão. Nos dois anos seguintes, já ao lado de Piquet, fez apenas quatro pontos, contra 34 do brasileiro. Apesar de conhecer bem os dois tricampeões, Nakajima considera impossível compará-los, devido aos estilos muito diferentes.

Hoje, o ex-piloto é chefe da Nakajima Racing, equipe da Fórmula Nippon, campeonato japonês de monopostos que tem o brasileiro João Paulo de Oliveira como um de seus astros. Na entrevista ao iG, ele afirma que tinha mais prazer quando era piloto do que agora, como dirigente. Além disso, alfineta seus conterrâneos Kamui Kobayashi e Takuma Sato, pilotos que não considera como bons representantes do automobilismo japonês. Confira a entrevista completa a seguir.

iG: Durante seus dias como piloto, você foi companheiro de equipe de Ayrton Senna e Nelson Piquet. Como era seu relacionamento com eles?
Satoru Nakajima:
Nosso relacionamento era bom. Aprendi muito com os dois. Infelizmente eu não era rápido o suficiente para ser um oponente de verdade para eles (risos).

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iG: Qual dos dois você considera que foi melhor?
Satoru Nakajima:
É uma pergunta difícil, porque eu não acho que esteja em posição de julgá-los. Eles eram diferentes, mas os dois eram excelentes.

iG: Como você vê os pilotos do Brasil hoje em dia? Acha que nomes como Felipe Massa, Rubens Barrichello, Bruno Senna, Tony Kanaan, Helio Castroneves e João Paulo de Oliveira são capazes de manter a tradição do automobilismo brasileiro?
Satoru Nakajima:
Acho que todos eles são capazes de fazê-lo se estiverem em uma situação apropriada.

iG: E em relação aos pilotos japoneses? Kamui Kobayashi e Takuma Sato são bons representantes do automobilismo japonês internacionalmente?
Satoru Nakajima:
Não tenho certeza disso. Espero que alguém possa alcançar algo que nós ainda não conseguimos.

Getty Images
Lotus de Satoru Nakajima em 1987, ano em que foi companheiro de Ayrton Senna

iG: O que você acha de João Paulo de Oliveira, brasileiro da Fórmula Nippon?
Satoru Nakajima:
Ele é um dos pilotos mais populares do Japão e obviamente é muito rápido. Os torcedores gostam dele porque ele não é apenas rápido, mas também muito agressivo durante as corridas.

iG: Você se sente parte do sucesso e do crescimento da Fórmula Nippon?
Satoru Nakajima:
Na verdade, nós tivemos tempos difíceis antes, mas, graças a parceiros como a Honda e a Toyota, sinto que estamos ficando fortes novamente. O nível da competição é muito alto e o número de torcedores está crescendo pouco a pouco.

iG: Seus dias como piloto te ajudaram a construir uma equipe?
Satoru Nakajima:
Acho que sim. Ainda tenho um bom relacionamento com empresas como a Honda e a EPSON, que têm me apoiado desde o começo da década de 1980. Não seria capaz de correr uma corrida sem esses parceiros.

iG: Qual sensação é melhor para você, a de dirigir um Fórmula 1 ou a de ser chefe de equipe?
Satoru Nakajima:
Eu gosto das duas, mas é claro que eu prefiro guiar. Como chefe de equipe, você precisa cuidar de muitas coisas, como orçamento, pilotos e equipe técnica.

iG: Se você pudesse ter qualquer piloto do mundo em sua equipe hoje, quem você escolheria?
Satoru Nakajima:
É difícil escolher um. Estou esperando um brasileiro rápido começar a correr no Japão.
 

 

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