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Lauda e Hakkinen são exemplos para a volta de Kubica

Austríaco e finlandês foram campeões após retornarem de graves acidentes. Massa e Surtees não conseguiram manter o desempenho

iG São Paulo |

Depois de sofrer grave acidente durante prova de rali no mês de fevereiro, Robert Kubica já entrou na fase final de sua recuperação. No último fim de semana, o polonês passou por mais uma cirurgia no ombro direito, considerada um sucesso. Em tese, esse foi o último procedimento cirúrgico no cronograma de seu tratamento. Por isso, a Lotus Renault já planeja seu retorno às pistas – o primeiro passo deve ser um teste no simulador da Toyota. O empresário do polonês acredita que seu cliente poderá voltar às pistas. Mas será que ele conseguirá retornar ao auge de seu desempenho?

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Na história da Fórmula 1, Kubica tem exemplos de pilotos que tiveram sucesso no retorno às pistas. É o caso de Niki Lauda. Em 1976, durante o Grande Prêmio da Alemanha, o austríaco sofreu acidente em Nurburgring. A Ferrari do piloto pegou fogo, e ele acabou preso no bólido, sofrendo diversas queimaduras. Porém, após recuperação incrível, Lauda voltou às pistas no Grande Prêmio da Itália, 33 dias depois, após perder somente duas corridas.

Lauda acabou perdendo aquele campeonato para James Hunt por apenas um ponto, em uma das viradas mais incríveis da história da F1. Mas, no ano seguinte, o austríaco conquistou o segundo de seus três títulos mundiais – seria campeão também em 1984. De acordo com o piloto, o lado psicológico é o mais difícil de ser trabalhado no retorno de um acidente.

“Eu disse na ocasião que tinha superado meu medo de maneira rápida e limpa. Aquilo foi uma mentira. Mas teria sido tolice dizer a verdade e cair nas mãos dos meus rivais confirmando minha fraqueza. Em Monza, eu estava rígido de medo”, contou Lauda.

Frank Derne, ex-engenheiro de Nelson Piquet, tem opinião parecida com a do austríaco. O brasileiro sofreu grave acidente em uma sessão de treinos que antecedeu o Grande Prêmio de San Marino de 1987 – temporada em que conquistou seu último título mundial – e não pôde participar da prova por ter sofrido uma concussão.

“É correto dizer que Nelson estava tendo dificuldades físicas depois de Ímola. Ele obviamente não estava em forma”, declarou Derne, lembrando que Piquet, inclusive, tinha dificuldades para dormir bem após o acidente.

Mika Hakkinen é outro exemplo de que é possível ser campeão após sofrer grave acidente. Durante o segundo treino livre para o Grande Prêmio da Austrália de 1995, o carro do finlandês, com problemas, chocou-se fortemente contra o muro. O piloto teve de ser submetido a uma traqueostomia emergencial ainda na pista e foi levado às pressas para o hospital.

Hakkinen perdeu aquela corrida, a última da temporada. Mas, no começo do ano seguinte, estava pronto para voltar às pistas. Curiosamente, a primeira prova de 1996 também foi disputada na Austrália, mas em Melbourne – a anterior foi em Adelaide. Assim como a Lotus Renault tem feito com Kubica, o finlandês recebeu o apoio da McLaren durante sua recuperação, permaneceu na escuderia e, com ela, foi campeão em 1998 e 1999.

Se há exemplos positivos para Kubica, existem também aqueles que mostram que o retorno não é fácil. É o caso de Felipe Massa. Desde que sofreu grave acidente em 2009, o piloto não conseguiu mais vitórias e poles, e foi ao pódio em apenas cinco oportunidades, todas em 2010. Antes da contusão – que fez o brasileiro perder as oito últimas corridas daquele ano – o piloto obteve 11 vitórias, 15 poles e 28 pódios.

Quem também não conseguiu manter o nível de desempenho depois de um acidente foi John Surtees. Campeão mundial de F1 em 1964, o britânico, assim como Kubica, se machucou fora das corridas da categoria, enquanto guiava um carro de turismo no Canadá em 1965. Isso fez com que ele perdesse as duas últimas provas da temporada.

Surtees ainda conseguiu vencer mais duas corridas depois de seu retorno, mas não voltou bem o suficiente para conseguir o bicampeonato. Sua melhor campanha foi a de 1966, quando foi vice-campeão com 14 pontos a menos do que Jack Brabham – naquela época, uma vitória valia nove pontos.

Acidentes já encerraram a carreira de pilotos

Além dos casos de pilotos que, após graves acidentes, voltaram a disputar provas em alto nível, há também aqueles que jamais conseguiram tal recuperação. Um exemplo é Stirling Moss, que venceu 16 corridas na Fórmula 1 entre 1951 e 1961. O ex-piloto sofreu grave acidente em prova festiva disputada em 1962 na Grã-Bretanha. Moss esteve em coma por um mês, e o lado esquerdo do seu corpo ficou paralisado por um semestre. Ele conseguiu se recuperar fisicamente, mas decidiu deixar as pistas.

Atual consultor de esportes a motor da Red Bull, Helmut Marko também parou de correr após acidente. Durante o Grande Prêmio da França de 1972, uma pedra atirada pelo carro de Emerson Fittipaldi perfurou o capacete do britânico, atingindo seu olho. Os danos na visão do piloto não permitiram seu retorno às pistas.

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