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Jovens pilotos idolatram Ayrton Senna

Nova geração de brasileiros usa a internet para acompanhar vídeos do ídolo e buscar inspiração

Lucas Pastore, iG São Paulo |

O próximo domingo (1º de maio) marca a data de 17 anos da morte de Ayrton Senna. Seis meses antes do acidente fatal, em sete de novembro de 1993, o brasileiro cruzava a linha de chegada do Grande Prêmio da Austrália para vencer uma corrida de Fórmula 1 pela última vez.

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São quase 18 anos sem triunfos do principal ídolo do automobilismo brasileiro. Mas engana-se quem pensa que Senna deixou de acumular fãs durante este período. A facilidade de acesso a gravações feitas naquela época ajudam o lendário competidor a manter seu status não só com os fãs mais antigos, como também com jovens que não conseguiram ver o piloto ao vivo.

Divulgação
César Ramos é um dos fãs "virtuais" de Ayrton Senna


Muitos deles desejam seguir carreira no automobilismo e buscam inspiração no ídolo através de DVDs, documentários ou pela internet, em sites como o YouTube. A reportagem do iG ouviu garotos que não puderam acompanhar nenhuma vitória de Senna ao vivo, mas se espelham no tricampeão.

“Mesmo sem ter visto suas corridas, meu maior ídolo é o Senna. Minha família sempre me dava DVDs sobre ele, e meu pai contava histórias a seu respeito. As corridas do Ayrton foram as que mais me impressionaram”, contou Pipo Derani, que completará 18 anos em outubro. O jovem foi o 10º colocado na Fórmula 3 alemã no ano passado e a partir de abril corre na versão inglesa da categoria.

André Negrão, com 18 anos já completos, é outro fã contemporâneo de Senna. O piloto, que corre a World Series da Renault nesta temporada, contou que acompanha os passos do ídolo em vídeos na internet.

“Todo menino assiste aos vídeos dele no Youtube. Admiro muito o Senna, tanto como pessoa quanto como piloto, e tento segui-lo em vários aspectos”, confessou Negrão, que ficou com a 13ª posição na Fórmula Renault 2.0 em 2010.

A idolatria virtual a Senna mostra-se uma tendência também entre pilotos um pouco mais velhos, como César Ramos, 21 anos, atual campeão da Fórmula 3 italiana. “Corro desde os sete anos de idade. Era uma criança quando comecei, mas meu pai me acompanhava muito e, por causa dele, já gostava do Senna. Até hoje assisto aos seus vídeos no Youtube”, contou Ramos, que é adversário de André Negrão na World Series desta temporada.

Carentes de títulos brasileiros na Fórmula 1, os jovens também se espelham em pilotos estrangeiros. Fernando Alonso e Michael Schumacher aparecem na lista dos prediletos entre representantes da nova geração ouvidos pela reportagem.

Porém, mesmo sem grandes conquistas, Felipe Massa e Rubens Barrichello foram citados como referência pela maioria dos pilotos consultados. Lucas Foresti – que começou 2011 ganhando as quatro corridas do Brasil Open e sagrando-se campeão da categoria –, por exemplo, rasgou elogios à dupla de compatriotas que representará o Brasil nesta temporada da F1.

“Acho o Massa um grande piloto. O Barrichello mais ainda, porque para ficar esse tempo todo na Fórmula 1 é difícil, o cara tem de ter alguma coisa especial para as equipes o quererem. Acho que o pessoal está representando bem o Brasil. Temos ainda pilotos novos com vontade de entrar na categoria, e, se Deus quiser, a gente vai continuar com grandes pilotos”, disse Foresti.

“Sempre me espelhei muito no Rubens Barrichello, que é um excelente piloto. Também passei a torcer pelo Massa depois daquela temporada em que ele quase foi campeão (em 2008)”, concordou João Jardim, vice-campeão da Fórmula Future em 2010.

Em comum entre todos os entrevistados está o sonho de competir na Fórmula 1, categoria que consagrou o ídolo Senna. Para, quem sabe, um dia colocar seus próprios vídeos de vitórias na internet.

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