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Automobilismo
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José Carlos Pace completaria 67 anos nesta quinta-feira

Piloto brasileiro, que morreu após acidente aéreo, dá nome ao Autódromo de Interlagos

iG São Paulo |

Um dos nomes mais importantes da história do automobilismo, José Carlos Pace faria aniversário de 67 anos nesta quinta-feira (6). Nascido no dia 6 de outubro de 1944, Moco, como era conhecido, dá nome ao Autódromo de Interlagos, principal pista do país e sede anual do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.

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Pace foi contemporâneo de Emerson Fittipaldi na categoria. Entre 1972 e 1977, correu 72 provas, obtendo uma vitória, uma pole, seis pódios e cinco voltas mais rápidas em sua trajetória, quase toda construída com a equipe Brabham.

Em 1977, Pace morreu após sofrer acidente aéreo. A aeronave em que viajava bateu numa árvore na Serra da Cantareira, na cidade de Mairiporã (SP), e o piloto faleceu na hora. Por sua importância, recebeu, em 1985, a homenagem de batizar o Autódromo de Interlagos.

Carreira

Pace começou sua trajetória no automobilismo na década de 1960, ainda no Brasil. Sua mudança para a Europa aconteceu em 1960, a princípio para a disputa da Fórmula 3 Britânica. Correndo pela Lotus-Ford-Holbay, o brasileiro venceu a Foward Trust Series e começou a aparecer como talento a ser observado pelas categorias maiores.

Em 1971, Pace já estava correndo pela Fórmula 2. Apesar dos resultados ruins – não marcou um ponto sequer em seis corridas – o brasileiro chamou a atenção de um dos chefes de equipe mais importantes da história da F1, Frank Williams.

Em 1972, Williams, que acabara de acertar uma parceria com a Motul, contratou Pace para ser um de seus pilotos na principal categoria dos monopostos. Ao lado do francês Henri Pescarolo, o brasileiro guiou a equipe Team Williams, que competia com chassi da March, para a sexta colocação no Mundial de Construtores. O melhor resultado de Moco foi um quinto lugar no Grande Prêmio da Bélgica.

Entre 1973 e 1974, Pace guiou pela Surtees. E foi por essa equipe que o brasileiro começou a ganhar espaço na F1 – em seu ano de estreia pela escuderia, um terceiro lugar no Grande Prêmio da Áustria garantiu a ele o primeiro pódio de sua carreira.

Ainda em 1974, veio a transferência que elevou o patamar de Pace na F1. No meio da temporada, o piloto foi contratado pela Brabham e, correndo pela equipe no ano seguinte, faria a melhor temporada de sua vida.

Após abandonar a primeira prova de 1975, na Argentina, Pace conseguiu a principal glória de sua carreira na segunda corrida daquele ano. E em casa. Após largar em sexto, o piloto venceu o Grande Prêmio do Brasil, a única vitória de sua carreira.

Na corrida seguinte, Pace, motivado, obteve sua única pole na F1, na África do Sul, prova que terminou em quarto. O brasileiro marcou 24 pontos naquele ano, conquistando a sexta colocação no Mundial de Pilotos. Em nenhuma outra temporada ele conseguiu ficar entre os dez primeiros.

Em 1976, Pace não conseguiu repetir os bons resultados e, com sete abandonos, caiu para a 14ª colocação no campeonato. No ano de sua morte, o brasileiro havia corrido apenas três provas – foi segundo na Argentina, abandonou no Brasil e chegou em 13º na África do Sul.
 

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