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Improviso marca comércio informal na abertura do GP Brasil de F1

Moradores de Interlagos usam garagem de suas casas como estacionamento ou para vender lanches

Gabriel Luccas, iG São Paulo |

Gabriel Luccas (iG São Paulo)
Dona Irene Vidotto transforma garagem em estacionamento durante GP do Brasil
Dezenas de moradores de Interlagos aproveitaram o início oficial do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, na sexta-feira (25), para, de maneira informal, iniciar uma verdadeira corrida pelo lucro fora do autódromo. Há até quem alugue a própria garagem como estacionamento ou utilize a casa para venda de bebidas, alimentos e itens da F1. Gasta menos quem sabe negociar.

Leia também: Infográfico: responda ao quiz do circuito de Interlagos

Próximo ao Portão G do autódromo, a fachada da casa de Irene Vidotto, 74, estampa um cartaz de “garagem”, com os portões abertos para convidar eventuais clientes. Mas a baixa procura irritou a aposentada. “Eu cobro R$ 60 para os carros e R$ 30 para moto. Mas hoje (sexta-feira) está muito difícil trabalhar”, esbravejou.

Ainda durante a entrevista, no entanto, o cenário mudou. Primeiro chegaram duas motos à procura de estacionamento. Em seguida, um carro com torcedores vindos de Sorocaba. Bastou uma rápida negociação para os motoqueiros gastarem R$ 10 reais cada um e os interioranos fecharem as tratativas em R$ 20, para proteger o veículo. Para Dona Irene, o dia estava ganho. “Tá ótimo. R$ 40 já dá pra pagar umas continhas”, comemorou.

Bonés e camisetas também dão lucro

Gabriel Luccas (iG São Paulo)
Moradores aproveitam o Grande Prêmio do Brasil para lucrar com o comércio informal
Nos arredores da Avenida Jangadeiro, Joel da Silva Mafra, 54, usa a parte da frente de sua residência para vender bebidas e alimentos. Mas, durante o período da F1, o charme do local está nos portões. O comerciante emprestou os portões para uma vizinha vender camisetas e bonés da F1, com preços de RS 30 e R$ 25, respectivamente.

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Já próximo da estação Autódromo da CPTM, dois amigos, com dezenas de bonés da Ferrari nas mãos, estavam à espera dos torcedores. Ao ser questionada sobre a qualidade das vendas até aquele momento pela reportagem do iG, a dupla preferiu o silêncio. Mas nem precisavam conceder entrevista. A conversa que mantiveram informalmente denunciou o êxito das vendas. ”Cara, aqui tem nota de R$ 10, de R$ 20... hoje eu vi até onça (animal que estampa as notas de R$50)”.
 

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