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Circuito foi palco de dobradinhas de Senna e Piquet, mas viu Massa sofrer grave acidente. Relembre os momentos marcantes da pista

Após a vitória de Lewis Hamilton no Grande Prêmio da Alemanha do último domingo (24), a Fórmula 1 desembarca na Hungria, em Hungaroring , no próximo final de semana, pela 11ª etapa do Mundial.

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O circuito húngaro estreou na F1 em 1986. De lá para cá, esteve todos os anos na categoria e traz boas lembranças aos brasileiros. Logo nos dois primeiros GPs em Budapeste, o Brasil fez duas dobradinhas, com Nelson Piquet e Ayrton Senna – a primeira ficou marcada por uma ultrapassagem incrível de Piquet sobre Senna.

Esses dois triunfos, somados a outros quatro (três de Senna e um de Rubens Barrichello ), fazem do Brasil o maior vencedor em Hungaroring ao lado do Reino Unido. No entanto, nem tudo que envolve os brasileiros no GP da Hungria é de boa recordação. Em 2009, uma mola que se soltou do carro de Barrichello atingiu o capacete de Felipe Massa e deixou o ferrarista fora de todo o resto de temporada .

Além desses, outros lances importantes marcaram Hungaroring. Confira a seguir cinco grandes momentos do circuito:

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1) Briga brasileira no GP de estreia

O Brasil foi bem representado na primeira corrida da F1 em Hungaroring, em 1986. De um lado, Ayrton Senna, que corria com o bólido preto da Lotus e era terceiro no Mundial de Pilotos. De outro, o então bicampeão Nelson Piquet, que disputava seu primeiro ano pela Williams e era quarto na classificação, com uma desvantagem de quatro pontos para o compatriota.

O classificatório parecia indicar que o Brasil brilharia naquela 11ª etapa da temporada. Senna foi pole position, seguido por Piquet e Alain Prost, posteriormente campeão daquele ano. Na prova, a ponta se alternou entre os brasileiros.

Na parte final da corrida, Piquet atacava Senna de todas as maneiras, mas não conseguia ultrapassá-lo. Até que, com uma bela manobra por fora, ganhou a posição. Senna ainda tentou recuperar a liderança, mas o compatriota se defendeu bem e evitou o troco. O público recorde de 200 mil espectadores teve o privilégio de ver uma das ultrapassagens mais bonitas da história da Fórmula 1.

No ano seguinte, mais uma vez Piquet venceu a prova húngara, seguido por Senna. No terceiro ano da F1 na Hungria, Ayrton conseguiu sua primeira vitória ali – terceira consecutiva do Brasil.

2) Piloto japonês é atropelado

Não foi a decepção de Rubens Barrichello, que estava em posição de pódio até quebrar na última curva, tampouco a vitória de Damon Hill. A cena que chamou mais atenção no GP da Hungria de 1995 foi protagonizada por um japonês, da modesta Footwork Arrows.

Taki Inoue era 18º e estava na 13ª volta quando, com problemas no motor, abandou a prova e encostou o carro fora da pista, para não atrapalhar o andamento do GP.

Mas, na tentativa de ajudar os funcionários da corrida a conter o fogo de seu bólido, Inoue foi atropelado por um carro médico, que se dirigia ao local. O japonês caiu no chão, machucado, mas nada de mais grave aconteceu.

3) Damon Hill deixa escapar vitória histórica

Campeão de 1996 com a Williams, o britânico Damon Hill disputou a temporada de 1997 pela pouco expressiva Arrows. A escuderia vinha cambaleando durante todo o Mundial, com apenas um ponto conquistado até a 11ª etapa. Contudo, no GP da Hungria, Hill surpreendeu no classificatório e conquistou o terceiro lugar no grid.

Seu companheiro, o brasileiro Pedro Paulo Diniz, largou em 19º e não completou a prova. O britânico, entretanto, não tomou conhecimento do pole Michael Schumacher, da Ferrari, e de Jacques Villeneuve, da Williams, que estavam a sua frente no grid. Hill pulou logo na largada para a liderança e se manteve na ponta na maioria da prova.

Quando a corrida já estava no final, porém, a Arrows de Hill teve problemas hidráulicos e o carro começou a perder velocidade. Na última volta, Villeneuve, com um carro visivelmente mais rápido, ultrapassou o britânico e ficou com a vitória. Apesar do revés, Hill ficou marcado por ter feito o único pódio de sua equipe naquela temporada.

4) Palco de títulos mundiais

Hungaroring já consagrou dois nomes bastante conhecidos da F1 com títulos mundiais. O primeiro foi Nigel Mansell, em 1992. Após vencer as cinco primeiras provas da temporada, o britânico abriu boa vantagem na ponta da tabela. A liderança cresceu ainda mais depois do GP da França, a partir do qual o britânico faturou três triunfos consecutivos.

Depois dessa sequência, veio a corrida na Hungria. Mansell tinha 46 pontos de vantagem sobre Riccardo Patrese, vice-líder do Mundial de Pilotos. O italiano começou bem o fim de semana em Hungaroring ao conquistar a pole position. Mas, no dia seguinte, teve de abandonar a prova com problemas no motor. Assim, a taça caiu no colo do piloto da Williams, que, mesmo vendo Ayrton Senna vencer a corrida, garantiu o título antecipado ao terminar a prova na segunda colocação.

Outro campeão do mundo na Hungria foi Michael Schumacher , em 2001. Era a 13ª etapa de uma temporada com amplo domínio da Ferrari, que também contava com Rubens Barrichello. Em Hungaroring, o alemão conquistou sua sétima vitória no ano, e Rubinho completou a dobradinha. Além do quarto mundial para Schumacher, o resultado garantiu o título do Mundial de Construtores para a escuderia italiana.

5) Acidente tira Massa da temporada

Durante o treino classificatório para o GP da Hungria de 2009, dois brasileiros protagonizaram uma cena desagradável. Rubens Barrichello marcava tempo com sua Brawn, até que uma mola de 12 centímetros se soltou de seu bólido e acertou em cheio o capacete de Felipe Massa, que fazia sua volta logo atrás. A peça de quase 800 gramas se chocou do lado esquerdo da cabeça de Massa a aproximadamente 280 km/h e, desacordado, o ferrarista bateu na barreira de pneus do outro lado da pista.

Massa foi imediatamente socorrido e levado de helicóptero até o Hospital Militar de Budapeste, onde ficou por nove dias até regressar ao Brasil. Apesar de não ter nenhum dano grave, a recuperação do piloto custou a temporada dele até o fim.

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