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Equipe espanhola ainda não teve seu bólido aprovado para a temporada. Relembre outras escuderias que passaram vergonha na F1

Ausente nos testes de pré-temporada em Jerez de La Frontera , que aconteceram na última semana, a Hispania cada vez mais se firma como uma das piores equipes da história recente da Fórmula 1. A escuderia espanhola, que contará este ano com os pilotos Pedro de la Rosa e Narain Karthikeyan, não conseguiu pontuar em nenhuma das 38 corridas que disputou desde sua estreia na categoria, em 2010.

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Com fraco retrospecto e sem perspectiva de evolução nesta temporada – ao contrário da maioria das equipes, a escuderia ainda não apresentou seu bólido para 2012 e ainda viu seu novo carro ser reprovado nos testes de segurança – , a Hispania já lembra o desempenho das piores escuderias da história da Fórmula 1. Relembre algumas delas.

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Minardi
Temporadas: de 1985 a 2005
Pontos: 38

Carro da Minardi - a melhor das piores equipes
Reprodução
Carro da Minardi - a melhor das piores equipes


A Minardi pode ser considerada a melhor dentre as piores equipes da história da F1. A escuderia estreou em 1985 e abandonou a categoria em 2005, alternando poucos bons e muitos maus momentos na categoria.

Nas primeiras três temporadas que competiu, a Minardi só terminou nove das 48 corridas disputadas. Em 1988, o italiano Pierluigi Martini marcou o primeiro ponto da história do time, com um sexto lugar no GP dos Estados Unidos.

O melhor ano da Minardi foi em 1991. Naquela temporada, a Minardi somou seis pontos e terminou o campeonato na sexta colocação na classificação geral. No melhor momento de sua história, o italiano Martini dividiu a primeira fila com Ayrton Senna na largada do GP dos EUA.

Apesar de jamais ter conseguido um lugar de destaque no grid, a Minardi foi a porta de acesso à categoria para pilotos como Giancarlo Fisichella, Mark Webber e Fernando Alonso. A Red Bull comprou toda a estrutura da escuderia em 2006, e passou a se chamar Scuderia Toro Rosso.

Life Racing
Temporada:
1990
Pontos: 0

A Life disputou a temporada de 1990
Reprodução
A Life disputou a temporada de 1990


A equipe competiu durante a temporada de 1990 da Fórmula 1, mas não conseguiu classificar seu carro para largar em nenhum dos GPs da temporada. A Life iniciou o ano com apenas um piloto, Gary Brabham, filho de ninguém menos que o tricampeão mundial da categoria, Jack Brabham. O filho de Sir Jack participou apenas de dois classificatórios e abandonou a equipe.

O veterano piloto italiano Bruno Giacomelli substituiu Brabham a partir da terceira corrida do ano, em San Marino. Mas o italiano também não conseguiu classificação para nenhuma corrida daquele ano. Os tempos de volta da equipe eram de 20 a 30 segundos mais lentos que o da pole position.

Andrea Moda
Temporada: 1992
Pontos: 0
Carro de Perry McCarthy, da equipe Andrea Moda
Reprodução
Carro de Perry McCarthy, da equipe Andrea Moda


A equipe, que contou com os serviços do brasileiro Roberto Pupo Moreno, é outra que merece menção. O amadorismo da Moda rendeu algumas histórias curiosas. Durante os treinos classificatórios do GP do Brasil, por exemplo, o câmbio do carro de Moreno se soltou no meio de uma volta “rápida”. O motivo desse insólito acontecimento foi que os mecânicos se esqueceram de parafusar o câmbio antes que Moreno saísse dos boxes.

Ao contrário da Life, porém, a Moda conseguiu disputar uma corrida. Em Mônaco, Moreno superou as enormes dificuldades impostas pelo carro e alinhou a Moda no grid pela primeira (e única) vez em sua história. Na corrida, teve problemas no motor e abandonou logo no início. A equipe continuou lutando durante o ano, sem jamais voltar a disputar uma corrida. Depois do GP da Bélgica, a equipe foi proibida de correr pela FIA, teve o registro anulado e foi excluída do campeonato por trazer “má-reputação ao esporte”.

EuroBrun
Temporadas:
de 1988 a 1990
Pontos: 0

A EuroBrun não marcou nenhum ponto na F1
Reprodução
A EuroBrun não marcou nenhum ponto na F1


A EuroBrun durou três temporadas. Seu primeiro ano não foi dos piores. Stefano Modena e Oscar Larrauri, os pilotos da escuderia durante o campeonato, conseguiram superar a barreira da classificação e chegaram a alinhar a EuroBrun para disputar algumas provas da temporada. Modena largou em dez corridas, e Laurrauri, em nove dos 16 GPs. O melhor resultado da escuderia foi um décimo primeiro lugar, conquistado por Modena, na Hungria.

Em 1989, as coisas pioraram para a EuroBrun, que não conseguiu se classificar para nenhuma das 16 provas da temporada. No ano seguinte, a equipe contratou o brasileiro Roberto Pupo Moreno. Logo na estreia da temporada, no GP dos EUA, o brasileiro conseguiu passar pela qualificação e cruzou a linha de chegada na décima terceira colocação – o melhor resultado da EuroBrun na temporada. Após os EUA, porém, a equipe só voltaria a disputar mais uma corrida, o GP de San Marino, mas foi desqualificada pouco depois da largada. A equipe fechou as portas antes do fim da temporada.

Coloni
Temporadas:
de 1987 a 1991
Pontos: 0

Carro da equipe Coloni
Reprodução
Carro da equipe Coloni

A Coloni estreou em 1987, quando só participou de uma corrida, mas prosseguiu sua saga na categoria por mais quatro anos. 1988 foi o melhor ano da história da equipe. Quem guiou o carro do time foi o italiano Gabriele Tarquini, que conseguiu se classificar para as cinco primeiras corridas do ano e alcançou um oitavo lugar no Canadá, o melhor resultado da história da Coloni.

Na temporada seguinte, o desempenho caiu e a equipe não conseguiu terminar nenhum GP. Já em pleno declínio, em 1990 e 1991, a escuderia não conseguiu passar pela classificação em nenhum dos 31 GPs disputados e abandonou suas atividades ao fim da temporada de 1991.

Pacific
Temporadas:
1994 e 1995
Pontos: 0

A Pacific disputou as temporadas de 1994 e 1995 da F1
Reprodução
A Pacific disputou as temporadas de 1994 e 1995 da F1


A equipe estreou na Fórmula 1 em 1994, com a dupla de pilotos franceses formada por Paul Belmondo e Bertrand Gachot. Naquela temporada, a Pacific só disputou cinco das 16 corridas do ano e não conseguiu terminar nenhuma delas.

Em 1995, os resultados melhoram. A Pacific conseguiu passar pela pré-classificação em todos os GPs da temporada e cruzou a linha de chegada em cinco oportunidades. Seus melhores resultados foram dois oitavos lugares. Em 1996, a Pacific deixou a F1 e passou a disputar a F3000.