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Há 20 anos, Ayrton Senna foi segundo em Suzuka e conquistou o tri

Brasileiro deixou Berger passar no final e garantiu o título com uma etapa de antecedência. Relembre como foi a prova

iG São Paulo |

Neste domingo (9), às 3h (de Brasília), o circuito de Suzuka sediará a 15ª etapa da temporada da Fórmula 1 – em prova que pode consagrar Sebastian Vettel com o bicampeonato. Acostumada a sediar conquistas, a pista japonesa foi palco, em 1991, do tricampeonato de Ayrton Senna. Foi o último título brasileiro na F1.

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Após relembrar os principais acontecimentos daquela temporada, o especial do iG em comemoração aos 20 anos do tricampeonato de Senna chega ao seu momento decisivo: o GP do Japão.

Com 16 pontos a mais do que Nigel Mansell, segundo colocado no mundial, Senna chegou ao Japão (penúltima prova da temporada) com grandes chances de mais uma vez se sagrar campeão em Suzuka – como havia acontecido em seus dois títulos anteriores, em 1988 e em 1990.

Para facilitar a vida do brasileiro, ele ainda contou com o abandono de Mansell logo no início da prova para assegurar a conquista com tranquilidade. Senna não precisou nem vencer a corrida – no fim da prova, com o título já garantido, ele abriu espaço para seu companheiro de McLaren, Gehrard Berger, ficar com o triunfo.

Conheça a história do GP do Japão de 1991

O fim de semana da Fórmula 1 em Suzuka começou exatamente como a McLaren queria. Os dois pilotos da equipe marcaram os melhores tempos do treino classificatório e dominaram a primeira fila do grid de largada, com Berger à frente de Senna. Para Mansell, da Williams, que sairia logo atrás, em terceiro, apenas a vitória interessava. Portanto, ele teria que forçar desde os primeiros metros.

E foi exatamente o que aconteceu na prova do domingo, 20 de outubro. Berger disparou na frente enquanto Senna segurava o inglês da Williams, que o atacava de todas as maneiras. Na 10ª volta, no entanto, na freada para a primeira curva, Mansell forçou demais, perdeu o controle do carro, rodou e saiu da pista, sem condições de retornar à prova. Naquele momento, Ayrton Senna se tornava tricampeão Mundial.

Com o título garantido, Senna finalmente pôde correr sem pressão. Quase que em um passeio, o brasileiro tirou a diferença para Berger e o superou na 18ª volta, para assumir a liderança.

Senna não teve dificuldades para se manter na ponta até a parte final da corrida, aproximando-se de mais uma vitória, para fechar o ano com chave de ouro e apagar a mancha deixada no GP do Japão do ano anterior – quando o bicampeonato do brasileiro foi decidido em uma polêmica batida na primeira reta, que tirou ele e Alain Prost da prova.

Mas, a poucas voltas do final, o brasileiro recebeu um recado de Ron Dennis pelo rádio, pedindo para ele entregar a vitória a Berger. Mesmo a contragosto, Ayrton foi reduzindo a velocidade e permitiu a ultrapassagem do austríaco na última curva da última volta, poucos metros antes da bandeirada. Foi a primeira vitória de Berger em dois anos na McLaren.

O segundo lugar não estragou a festa de Senna e a bandeira brasileira mais uma vez ganhou destaque na comemoração de Senna diante da torcida japonesa.

O brasileiro ainda venceu a etapa seguinte, na Austrália, para encerrar o ano com 96 pontos, 24 a mais do que Mansell.

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