Salman bin Isa Al Khalifa, chefe-executivo do circuito de Sakhir, assegura realização da prova

A próxima etapa da Fórmula 1 é o Grande Prêmio da China , mas as atenções estão voltadas para o possível cancelamento da corrida no Bahrein, que está agendada para o dia 22 de abril. Em contraposição às criticas sobre a realização da prova no país, envolvido em uma delicada situação político-social , Salman bin Isa Al Khalifa, chefe-executivo do Circuito do Sakhir e filho do rei do Bahrein, afirma que o país já conta com a realização da prova.

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"Esse é o nosso oitavo ano recebendo a corrida. Está tudo pronto e no lugar. As coisas estão chegando diariamente, formulários precisam ser assinados, coisas normais. A estrutura do paddock está pronta, a tenda da Pirelli já está aqui, então está tudo definido. Estamos prontos e faltam apenas pequenos ajustes", declarou em entrevista ao jornal "The National" , dos Emirados Árabes Unidos.

Diante do clima de incerteza, as equipes já se prepararam para um possível cancelamento da corrida  e já compraram passagens de volta para a Europa depois do GP da China. Al Khalifa, por sua vez, diz manter contato constante com Bernie Ecclestone e aposta na realização da corrida. Ele chegou a lembrar o cancelamento da edição do ano passado da etapa do Bahrein em função da falta de segurança no país.

"Fomos os primeiros a levantar as nossas mãos em 2011 e dizer que a corrida não aconteceria e que tínhamos que nos focar na estabilização do país. A FIA e o Bernie nunca mostraram dúvida quanto à nossa corrida. Na verdade, desde novembro eles sempre disseram que a corrida seria realizada", disse.

Os ingressos para o Grande Prêmio do Bahrein começaram a ser comercializados em fevereiro e, de acordo com Al Khalifa, a venda vai bem. O autódromo tem capacidade para receber 34 mil pessoas e o diretor espera que 100 mil espectadores passem pelo circuito em todos os dias de atividade.

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Com a proximidade da data da prova, pessoas ligadas ao mundo do automobilismo fazem campanha pelo cancelamento do evento, como o ex-piloto britânico Damon Hill . Questionado sobre a opinião de Hill, o filho do rei minimizou. "Eu vejo que há medo, mas gostaria apenas que essas pessoas escutassem aqueles que têm a informação, talvez não a gente, porque, como circuito, não somos reconhecidos como uma voz objetiva. Mas há outras pessoas, conhecedores da região e da situação, que estão falando que a corrida deve ser realizada", encerrou.

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