Para presidente da equipe, pouco tempo de pista atrapalha evolução de jovens talentos

O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, afirma que é essencial para a Fórmula 1 ter mais testes durante a temporada, o que ajudaria no desenvolvimento de jovens pilotos.

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Nos últimos dois anos, os testes durante a temporada foram proibidos, com as práticas de pré-temporada sendo muito limitadas. Em 2012, foi instituído um teste em Mugello após as quatro primeiras etapas, mas não resultará em um aumento dos treinos, pois foram reduzidos os dias dos testes de pré-temporada em relação a 2011.

Di Montezmolo sublinhou que continua a favor da restrição dos testes, mas que as regras atuais são muito limitantes e impedem que jovens talentos sejam avaliados propriamente.

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“Antes eu era a favor de reduzir o número de testes, porque fomos longe demais. Mas tem de haver um meio termo. É estranho que um dos esportes mais profissionais do mundo não permita que seus atletas pratiquem”, contestou.

“Isso é ruim para nossos pilotos. Nós temos a Academia de Pilotos da Ferrari, com alguns potencias novos talentos e não podemos colocá-los para treinar em carros de turismo ou kart, é muito diferente do carro da F1”, acrescentou.

O dirigente também questionou a efetividade de restringir tanto os testes para diminuir os gastos, já que, por não poderem realizar práticas nas pistas, as equipes têm de investir muito em simuladores de alta tecnologia.

“Não posso mais testar em Fiorano (pista de testes da Ferrari), mas sou forçado a investir uma quantia gigantesca de dinheiro no simulador”, reclamou.

Ele ainda acredita que mais testes poderiam aumentar a cobertura da mídia no período entre corridas e movimentar outros circuitos.

"Temos 100 circuitos na Europa, mas não somos autorizados a fazer testes. Na Itália, poderíamos correr em Monza e testar em Mugello, por exemplo, na Grã-Bretanha, poderíamos disputar a corrida em Silverstone e testar em Brands Hatch. Seria bom para a F1 ter uma maior presença na TV e na mídia, o que agradaria também os patrocinadores e os circuitos”, concluiu.

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