Escuderia afirma em seu site que críticas de Montezemolo foram construtivas e que em momento nenhum a equipe quis deixar a F1

A declaração dada pelo presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, no último domingo (6), repercutiu na imprensa mundial como uma ameaça de abandonar a Fórmula 1 . No entanto, nesta segunda-feira (7), a escuderia afirmou, por meio da coluna Horse Whisperer , em seu site oficial, que o comentário foi mal interpretado.

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"A F1 ainda é nossa vida, mas sem Ferrari não existe F1, assim como a Ferrari seria diferente sem a F1", disse o presidente da escuderia italiana. A frase foi interpretada como uma ameaça de deixar a principal categoria do automobilismo. Todavia, segundo a coluna, Montezemolo apenas fez uma crítica para estimular mudanças. "Para começar, as palavras 'deixar' ou 'ultimato' sequer foram usadas em seu pronunciamento. Mas o que precisa ser salientado é que Montezemolo falou de uma maneira totalmente construtiva".

O comandante da Ferrari expressou, em um evento da marca, seu descontentamento com as novas regras da categoria. Os principais alvos das reclamações foram a dependência da aerodinâmica e a falta de testes para os novatos. "Estamos construindo carros, não helicópteros, foguetes ou aviões. Claro, não devemos voltar aos excessos de anos atrás, mas também não devemos ficar em uma posição que nos proíba de dar oportunidades aos jovens da base da Ferrari", afirmou Montezemolo.

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A coluna reiterou algumas críticas feitas pelo presidente da escuderia. "Esta é a razão pela qual o número de dias de testes precisa ser revisto. Não apenas porque nós somos a única categoria esportiva onde atletas são estritamente proibidos de treinar, mas também porque as atuais restrições tornam impossível que os jovens tenham progresso e experiência de pilotagem real, não apenas no mundo virtual do simulador".

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