Cartazes, capas de revistas e declarações criam grande expectativa para o documentário, que chega às telas inglesas nesta sexta

Conhecido do público brasileiro, o documentário ‘Senna’ estreia na Inglaterra nesta sexta-feira (3) com grande expectativa. Só em Londres, 29 cinemas apresentarão sessões do filme a partir de amanhã.

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Nas revistas e jornais britânicos, o documentário ganhou grande espaço nos últimos dias. A F1 Racing , que chamou ‘Senna’ de “o melhor filme de Fórmula 1 já feito”, dedicou a capa e 12 páginas de sua edição de junho à estreia. Nas ruas londrinas o filme também ganha repercussão, com cartazes espalhados pela cidade. 

 A expectativa não acontece por acaso. Ayrton Senna era um grande ídolo na Inglaterra. Por lá, o piloto viveu durante boa parte de sua carreira. Além disso, todas as equipes pelas quais o tricampeão correu na F1 eram britânicas (Toleman, Lotus, McLaren e Williams).

Quem viveu de perto o sucesso de Senna foi Ron Dennis, chefe da McLaren durante os sete anos em que o brasileiro correu pela escuderia. O britânico já assistiu ao documentário e admitiu ter chorado em algumas cenas . “Em certos pontos eu chorei. Algumas imagens me tocaram profundamente. Nós tínhamos uma relação muito próxima, não apenas brigas sobre contratos”, disse em entrevista ao jornal italiano La Gazzeta dello Sport .

Adrian Newey, designer da Willians na temporada em que Senna sofreu o acidente, porém, não pretende ver o filme. “Não seria uma coisa nada fácil para se fazer”, declarou o atual projetista da Red Bull. O britânico também disse que a morte de Ayrton mudou a sua vida .

Nesta quinta-feira (2) foi a vez de Bruno Senna comentar a respeito do documentário. Sobrinho de Ayrton, o piloto de testes da Lotus Renault afirmou que espera uma estreia emocionante na Inglaterra . Para ele, o filme pode tocar os ingleses assim como o tocou, por conta da relação de Senna com os fãs do Reino Unido.

Trajetória do filme

Lançado no final de 2010 no Brasil, o filme ficou por três fins de semana consecutivos na lista das 10 maiores bilheterias do país – algo pouco comum para o gênero. No Japão, o filme também teve seu lançamento no ano passado e foi muito assistido pelo público local.

Além do bom número de espectadores, o filme começa a se destacar com alguns prêmios. No Festival Sundance, nos Estados Unidos, ganhou o título de melhor documentário do cinema mundial por votação do público.

Depois da Inglaterra, a próxima e última parada será na Austrália, no dia 21 de julho. Além de Brasil e Japão, o filme já foi lançado nos Estados Unidos, Itália, Turquia, Alemanha, França e Espanha.

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