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Estrangeiros exaltam estrutura, mas reclamam de preços no Brasil

Austríacos e argentinos apontam alto preço de comida e produtos como problema para o GP do país de F1

Gabriel Luccas, iG São Paulo |

O público brasileiro dividiu com os turistas estrangeiros o tempo gasto na fila para a disputa do Grande Prêmio do Brasil – que acontece neste domingo (27), às 14h. As ruas do entorno ganharam sotaque diferenciado. Formal e informalmente, os turistas foram bem recebidos e elogiaram a estrutura e a organização do evento. Comum a europeus, americanos e asiáticos, apenas a constatação de que os preços dos serviços praticados no país estão longe de ser atrativos.

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Próximo da Avenida Senador Teotônio Vilela, torcedores da região da Patagônia se preparam para a assistir pela primeira vez uma edição brasileira da F1. Liderados por Carlos Steving, 32, o grupo revela amor pela Ferrari e simpatia pelo espanhol Fernando Alonso. Essa combinação afetiva logo prejudica o bolso dos argentinos, que fizeram um pit stop em uma das lojas da região com produtos da escuderia italiana. E as reclamações ficam para o preço dos serviços brasileiros. “É um programa caro, sem dúvida. Principalmente a parte de alimentação e transporte por aqui. Na Argentina, gastamos 50% menos para comer”, diz o turista.

As críticas logo ficam de lado quando o turista comenta a boa receptividade do país, a segurança em Interlagos e a estrutura do evento. A série de elogios fica completa quando Steving se depara com uma bela torcedora brasileira nas ruas “Essa é realmente muito bonita”, comenta em voz baixa.

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Gabriel Luccas (iG São Paulo)
Casal austríaco elogia estrutura, mas reclama de preços em São Paulo

Em uma rápida mudança de idioma, surge um casal austríaco para acompanhar a Fórmula 1. Enquanto Birgitt Szalai, 41, traz uma bandeira de seu país de origem, seu marido, Gerhard Szalai, veste uma camiseta do brasileiro Ayrton Senna. Antes da corrida, porém, os comentários são sobre a estrutura do evento.

“Viemos de trem da região da Berrini e estamos surpresos e impressionados com a qualidade do serviço. Aqui é tudo muito bem organizado”, diz Brigitt. O preço da comida, porém, a faz sentir saudade do país natal. “Comer aqui é muito caro. Lá na Áustria gastamos bem menos”, relata.

Recepção personalizada

Gabriel Luccas (iG São Paulo)
Polícias falam diferentes idiomas para receber os estrangeiros
Parte dos elogios dos estrangeiros à organização do GP do Brasil se deve a um serviço especial prestado por policiais militares. Alguns profissionais levam a bandeira de países do exterior para recepcionar, informar e receber eventuais reclamações no próprio idioma do turista (japonês, espanhol, francês, inglês e italiano).

“Quem saiu do Brasil e passou dificuldade lá fora sabe a importância desse serviço. Nem todo lugar é assim”, diz o cabo Liguori, responsável pela língua espanhola. Já o soldado “japonês” Yamamoto lembra do aprimoramento do serviço para outras competições. “A F1 já é uma preparação para aperfeiçoar o serviço para a Copa 2014 e a Olimpíada de 2016”, diz.

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