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Maria de Villota testa carro da Lotus Renault e tenta vaga na categoria. Última foi Giovanna Amati, em 1992

Com a primeira metade da temporada da Fórmula 1 já concluída, é normal que pilotos de testes, reservas e competidores que estão fora do grid comecem a buscar uma vaga na categoria. Quem aparentemente já cavou seu espaço é Bruno Senna, que, de acordo com a BBC , substituirá Nick Heidfeld no Grande Prêmio da Bélgica deste domingo (28) e muito provavelmente seguirá no comando da Lotus Renault até o fim do ano.

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Quem também chamou a atenção nos bastidores durante as férias da F1 na tentativa de entrar para a categoria foi Maria de Villota. A espanhola testou, na semana passada, o carro de 2009 da Lotus Renault e afirmou na sequência seu desejo de disputar a categoria. A piloto inclusive mantém contato com Bernie Ecclestone para viabilizar sua entrada.

A paixão de Maria pela velocidade vem de família. A piloto é filha de Emilio de Villota, que, entre 1976 e 1982, se inscreveu para 15 corridas da Fórmula 1 e conseguiu disputar dois GPs. Em seu último ano na categoria, foi companheiro de Raul Boesel na equipe March.

Com 31 anos – do grid atual, apenas Mark Webber, Michael Schumacher, Nick Heidfeld, Rubens Barrichello e Jarno Trulli são mais velhos – a espanhola já está no automobilismo desde 1996, quando fez suas primeiras corridas de kart.

Desde então, passou pela Fórmula 3 espanhola e, desde 2009, corre pelo Atlético de Madrid na Fórmula Superleague. O time pertence a seu irmão Emilio de Villota Jr. Caso consiga uma vaga na Fórmula 1, Maria será a primeira mulher a guiar um carro da categoria em um evento oficial desde 1992.

Mulheres na Fórmula 1

A história feminina na Fórmula 1 começou em 1958, oito anos após o surgimento da categoria. A italiana Maria Teresa de Filippis inscreveu sua Maserati para o Grande Prêmio de Mônaco, segunda etapa da temporada, mas não conseguiu se classificar. O feito veio na Bélgica, quinta corrida, quando ela terminou em décimo – seu melhor resultado na carreira, que teve cinco inscrições e três provas disputadas.

Mas a principal mulher da história da categoria foi a também italiana Lella Lombardi, que correu entre 1974 e 1976. Em 1975, pela March, ela terminou o Grande Prêmio da Espanha na sexta colocação e conseguiu 0,5 ponto – os únicos do sexo feminino na F1 até hoje. Pela mesma escuderia, Lella ainda esteve em São Paulo para disputar o GP do Brasil em sua última temporada.

Desde então, a britânica Divina Galica, a sul-africana Desiré Wilson e a também italiana Giovanna Amati tentaram, mas nenhuma conseguiu se classificar para uma corrida na categoria. A última a testar um carro – de forma extraoficial – foi Katherine Legge, que participou de uma sessão com a Minardi, em 2005.

Mulheres na diretoria?

Desde o começo deste ano, o chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, tem se mostrado entusiasta da ideia de colocar uma mulher na categoria. Mas não só na condição de piloto. O britânico deu declarações dizendo que gostaria de ver uma mulher na direção da F1. Uma candidata seria sua filha mais velha, Tamara, que logo descartou o plano do pai.

“São sapatos grandes para preencher e meus pés são completamente errados para o tamanho do trabalho. Eu odiaria ser a pessoa que desmanchou seus anos de bom trabalho. Eu reduziria todas as operações ao caos em poucas horas”, disse Tamara, aos risos, em entrevista ao jornal britânico Daily Mail .

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