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Engenheiro brasileiro tem mais de 100 GPs pela Force India

Robert Sattler trabalha com o piloto alemão Adrian Sutil desde 2006, ano em que chegou à Fórmula 1

Lucas Pastore, iG São Paulo |

Nem só de europeus é feito o circo da Fórmula 1. Formado em engenharia na Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2003, o brasileiro Robert Sattler, de 34 anos, viaja pelo mundo com a Force India. Ele é o responsável por acompanhar e otimizar o desempenho do piloto alemão Adrian Sutil em treinos, classificatórios e corridas.

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“Estou na equipe desde 2006, ou seja, essa foi minha sexta temporada. Neste ano, completei 100 GPs na Hungria”, disse ao iG o engenheiro, que explicou como funciona seu trabalho com Sutil.

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“A minha função na pista é acompanhar a telemetria, especificamente o desempenho do carro. Em geral, tenho de achar como o piloto pode melhorar seu tempo de volta”, contou, lembrando que tem de monitorar o motor, os freios e, durante a corrida, o combustível.
Reprodução
Robert Sattler (esq) conversa com Adrian Sutil nos boxes da Force India


Desde que entrou na faculdade, Sattler já queria trabalhar com automobilismo, com o sonho de ir para a Fórmula 1. Por isso, começou sua carreira no Brasil em uma equipe de Fórmula 3. Chegou à Stock Car e, depois disso, achou que era a hora de tentar a sorte na Europa.

“Comecei a mandar currículos, mas a maioria nem responde, ou quando responde fala ‘legal o seu currículo, mas fica no Brasil que não tem espaço para você aqui’. Mas no momento que pintou a oportunidade de uma entrevista, eu me joguei na Europa e vi que as portas se abriram”, lembrou Sattller.

A primeira chance para o brasileiro surgiu na Fórmula 3 europeia – passo que, segundo ele, foi o mais lógico pela sua experiência prévia na categoria. Por sorte, a equipe era o time júnior da Midland, escuderia de Fórmula 1 que depois virou a Force India.

“Sinceramente, eu achava que a grande vantagem seria o apoio técnico da Fórmula 1. Eu não imaginava que a equipe de F3 ia me jogar em uma equipe de F1. No fim, não houve esse apoio técnico, mas no meio do ano me perguntaram se eu tinha interesse em me mudar para a Fórmula 1”, contou.

Para seus compatriotas que querem chegar à elite do automobilismo mundial, o engenheiro brasileiro pregou caminho parecido.

“Sempre falo que o mais importante é botar a mão na massa o mais cedo possível, trabalhar em categorias de base. Às vezes, as pessoas só imaginam Fórmula 1, mas eu acho que tem de ter a base, igual o piloto tem”, aconselhou.

Sattler torce pela permanência de Sutil

Desde que chegou à Force India, Robert Sattler trabalha com Adrian Sutil. Em 2006, quando ele era piloto de testes, o brasileiro era engenheiro do carro reserva, geralmente usado nas sextas-feiras pelo alemão.

“Seria estranho não tê-lo por perto, mas ao mesmo tempo eu acho que ele tem de achar outro espaço para mostrar o talento que tem. Para mim, ele tem todo o potencial para ser um grande piloto, um vencedor e até um campeão, eu só acho que, como está na mesma equipe há tantos anos, eles não estão dando o valor correto para ele”, afirmou Sattler, que, no entanto, gostaria de trabalhar com um piloto brasileiro.

“No fim das contas a gente quer o melhor piloto possível. A gente tem uma pressão grande para ter um piloto indiano, mas a gente não tem um indiano no nível para andar. Que seja o melhor, mas pessoalmente seria bacana trabalhar com um brasileiro”, completou.

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